Filmes | Análise - Mogli, o Menino Lobo (2016) - (The Jungle Book)

Criar um remake live-action de um dos desenhos mais clássicos da Disney não é uma tarefa fácil, e essa foi a proposta de Mogli, o Menino Lobo (2016). Altamente fiel a animação original, o filme conta a história de Mogli, um garoto que quando bebê foi encontrado por Baguera, uma pantera, no meio da selva e então foi levado a uma alcateia para viver a vida como um lobo.


Aceito pelos lobos como parte da família, Mogli tenta se adaptar até que a seca atinge a selva e todos os animais do local adotam a "trégua da água", tradição onde os animais possuem um acordo de paz até a época da chuva retornar, além de se reunirem em um lago, única fonte de água do lugar na seca. No entanto, é nessa reunião que o tigre Shere Khan percebe a existência do "filhote de homem", e como vingança a um trauma pessoal, jura Mogli de morte assim que a seca terminar.


Com a promessa de que várias vidas seriam tiradas até que Shere Khan conseguisse tirar a sua, Mogli decide abandonar a alcateia para protegê-los e com a ajuda de Baguera tenta chegar até a aldeia dos homens.

A humanização dos animais durante a trama é impressionante. Durante sua travessia na selva, mesmo com a ajuda de Baguera, vários animais tentam enganar Mogli para usar suas habilidades a seu favor, como para conseguir comida, por exemplo. A construção dos personagens é incrível, até mesmo para personagens que aparecem até por um curto período de tempo, sendo sempre uma adição positiva a história.


O apego é sempre enfatizado, os animais demonstram seus sentimentos sempre mostrando que Mogli é parte da família. Como público, é possível sentir a dor da partida de Mogli ao se separar da alcateia, e os momentos de tensão e perigo nas partes mais tensas da selva. Há uma verdadeira imersão do espectador em várias cenas de uma forma incrível. Outro aspecto enfatizado é a cultura e as tradições que os animais possuem entre si, tratando algumas espécies de forma honrosa e agradecida por seus feitos na selva.


Apesar de ser uma animação realista e live action, Mogli é nostálgico e traz as mesmas sensações que o desenho de 1967. É uma releitura moderna, porém mantendo os traços clássicos, agradando tanto a um público novo como quem já apreciava o filme original.

Não posso opinar sobre as dublagens, mas a atuação de Neel Sethi merece ser destacada. O papel simplesmente foi feito para ele, em nenhum momento me senti decepcionada pela atuação - pelo contrário, me impressionei bastante. O ator tem apenas 12 anos e conseguiu protagonizar um clássico sem falhas, de uma forma bem carismática. A quem se interessar, a dublagem original conta com vários atores incríveis, como Bill Murray, Scarlett Johansson, Idris Elba, Giancarlo Esposito e Ben Kingsley.


O ponto negativo do filme fica por conta das canções. Por mais que tenham situações em que foram perfeitamente situadas em suas cenas - como "Somente o Necessário", clássico de Mogli e Baloo, - há cenas com canções deslocadas que não ajudam a construir o personagem e, pior, há bem menos canções que no original.

Outro ponto negativo é a existência de uma faixa etária. A Disney soube retratar de uma ótima forma a vida de Mogli na selva, mostrando que há perigos e que animais caçam e ameaçam, por isso - e também pelo fato do CGI estar de parabéns, afinal os animáveis estão impecavelmente realistas - o filme pode assustar crianças pequenas e não é recomendado para menores de 10 anos.

Mogli, o Menino Lobo atendeu todas as minhas expectativas. O clássico de 1967 foi meu filme favorito quando criança, por isso esperava demais do remake e não me decepcionei. Recomendo, não apenas para crianças, mas também aos adultos que cresceram com as animações clássicas da Disney.

Nota: 9/10

"Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais..." 

Séries | 10 Séries que já chegaram ao fim mas você precisa assistir!

Todos nós conhecemos seriados incríveis, mas que já chegaram ao fim. Confira a lista com 10 sugestões de seriados que já transmitiram seu season finale, mas que você precisa assistir:

1- Breaking Bad:


Essa é provavelmente a série mais conhecida dessa lista. Encerrada em 2015, Breaking Bad conta a história de Walter White, um professor de química que descobre ter câncer e começa a fabricar metanfetamina para ganhar dinheiro para seu tratamento e para cuidar da família. A série inclusive deu origem a uma série spin-off, chamada Better Caul Saul, exclusiva da Netflix.

2 - Lie to Me


Já Lie to Me é provavelmente a mais injustiçada. Cancelada após 3 temporadas, a série conta sobre Dr. Cal Lightman, que tem uma empresa que oferece a empresas de investigação - como o FBI - um modo alternativo bem interessante: A descoberta de mentiras através de pequenas expressões faciais.

3 - Arquivo-X:


Para os amantes de Sci-Fi, Arquivo-X é uma das séries mais consagradas da Fox e acompanha Dana Scully e Fox Mulder na resolução de casos peculiares do FBI, envolvendo desde homicídios e sequestros causados por casos religiosos até aliens e folclores.

4: Twin Peaks:


Criada por David Lynch, Twin Peaks tem como ponto de partida a investigação do assassinato de Laura Palmer, sendo conduzida pelo excêntrico agente Cooper do FBI. A série tem grandes picos de mistério, e chega até a te fazer acreditar que cada morador da cidade tinha um motivo para cometer o assassinato. Disclaimer: A série recentemente anunciou sua volta, depois de 25 anos, para o ano que vem.

5: How I Met Your Mother:


HIMYM é constantemente comparada com Friends, e apesar de ter um ritmo similar, a sinopse é completamente diferente. A série é narrada por Ted, contando aos seus filhos a história de como conheceu a mãe deles. Essa é a única série de comédia da lista, e conta também a história de seus roomates e os amores passados e frustrados de Ted.

6: Lost:


Lost acompanha a vida de sobreviventes em uma ilha tropical após um acidente aéreo, em meio a fatos estranhos e perigos singulares na ilha, desde nativos até eventos sobrenaturais.

7: Band of Brothers:


Band of Brothers é uma minissérie de guerra com apenas 10 episódios, e conta a história da Easy Company, integrante da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos, na Segunda Guerra Mundial. A ambientação é incrível e a série é conhecida pela veracidade aos campos de batalha.

8:  Mad Men:


Mad Men se passa na década de 60, em uma agência de publicidade em Nova York. O foco é em seu diretor de arte, Don Draper, tal como a vida profissional das agências e como a publicidade foi afetada com as mudanças dos Estados Unidos na época.

9: Firefly:


Firefly é uma série futurista criada por Joss Whedon e injustamente cancelada na primeira temporada - apesar de ter vendido uma quantia impressionante de DVDs depois. A série conta a história dos humanos após a chegada em um novo sistema solar no ano de 2517, seguindo especialmente a tripulação de uma nave chamada Serenity - nome também dado ao filme originado da série lançado após seu cancelamento.

10: Californication:


Estrelada por David Duchovny, mesmo protagonista de Arquivo-X, Californication conta a história do famoso escritor Hank Moody, que é viciado em sexo e tem problemas com álcool e drogas, tentando se adaptar à vida na Califórnia, superar um bloqueio criativo e lidar com sua conturbada relação com sua ex-namorada e sua filha.

Bônus:

Eu precisava citar essas 10, mas não pude deixar Don't Trust the Bitch in apt. 23 de lado. A protagonista é a Kristen Ritter, que também interpreta Jessica Jones, e gira em torno de Chloe, uma garota excêntrica que vive em Nova York e que causa vários problemas para June, sua colega de quarto. A série também conta com James Van Der Beek interpretando ele mesmo e infelizmente também foi cancelada - o que não a torna uma série menos divertida.


Who ya gonna call? | Confira o vídeo de anúncio do novo jogo dos Caça-Fantasmas:

E temos o anúncio do próximo jogo dos Caça-Fantasmas entre nós! Agora com as personagens do próximo filme, reboot da franquia, Ghostbusters estará disponível para PC, PS4 e XBox One a partir do dia 12 de julho. O filme estreia dia 14 de julho no Brasil e 15 de julho nos Estados Unidos.

Confira o anúncio abaixo:

Resenha - Begin Again (Mesmo que Tudo dê Errado) - 2013

Begin Again foi um filme que escolhi no catálogo da Netflix sem muita pretensão e no fim, acabei me surpreendendo bastante. Uma surpresa bem agradável, diga-se de passagem.


Em Begin Again, Keira Knightley é Gretta, que vive com Dave (Adam Levine) seu namorado da época da faculdade e com quem compõe diversas músicas juntos, até que um dia Dave é chamado para se mudar para Nova York para assinar um contrato para gravar um disco com uma gravadora de sucesso. Por serem parceiros nas composições e para acompanhar o namorado, Gretta o acompanha.
No entanto, a fama começa a afetar Dave de forma que Gretta acaba ficando sozinha na grande Nova York.


Gretta então procura a ajuda de seu amigo Steve (James Corden), que mora em Nova York e em uma noite em um bar, depois de muita insistência do amigo, ela decide cantar uma de suas canções. E na plateia está Dan (Mark Ruffalo), um produtor musical de uma gravadora de sucesso, porém com a carreira e a vida pessoal fracassada. Eles então resolvem juntar seus talentos e gravar a trilha sonora do verão de Nova York, gravando em locais da cidade, de forma crua e captando seus sons na gravação de um disco.



A ambientação de Begin Again é incrível. Para cada música, há uma locação diferente da cidade, desde pontos turísticos até becos e telhados, e de certa forma o local e as músicas se completam com perfeito equilíbrio. A direção de John Carney (que também escreveu o roteiro e dirigiu o filme Once, que é bem parecido com Begin Again) é excelente. Há diversos momentos em que cenas de tramas paralelas se interpõem e há a devida atenção para todas elas, não há cenas apenas para preencher tempo ou espaço, todas possuem sua devida importância para a construção da história e dos personagens.


E por falar em construção de personagens, gosto como certos assuntos são abordados. A aparência de Gretta é questionada por não ser considerada adequada para o meio artístico e a personagem rebate que "a música é para os ouvidos, não para os olhos", e essa é uma ideia muito bem desenvolvida durante o filme. Além de Gretta, há outra personagem feminina que é julgada pelas suas roupas, Violet (Hailee Steinfeld), filha de Dan, que é aconselhada a "não se vestir como fácil". Pode parecer algo até bobo quando selecionado fora do contexto, mas a forma como é trabalhada durante o enredo é ótima. A personalidade de Dan também é desenvolvida de um ponto de vista interessante, de como a música o ajuda a equilibrar seus problemas emocionais, na carreira e com sua família.


E por último, porém um dos tópicos mais importantes, a trilha sonora. Como é um filme cujo principal assunto abordado é música e como acompanhamos a produção dela, já era de se esperar que a trilha sonora fosse incrível. A OST do filme é cantada pela Keira Knightley, Adam Levine e pela Cessy Orchestra, além de possuir também duas músicas do Cee-Lo, que também faz participações divertidíssimas no filme. Novamente, as músicas são ótimas e as letras formam um casamento perfeito com o roteiro e os personagens. Inclusive, "Lost Stars", interpretada por Adam Levine, acabou se tornando um hit de sucesso fora do filme.


Begin Again tem uma essência incrível. De fora, parece ser um filme genérico de receita pronta, mas no fim é um filme ótimo, com uma boa direção, atuações satisfatórias e uma trilha sonora excelente. É um exemplo perfeito de "não julgue um livro pela capa".

Nota: 8/10


Crítica - Batman vs Superman - A Origem da Justiça (sem spoilers!)

E finalmente temos em cartaz o filme que todos acreditam que vai estabelecer uma nova fase da DC Comics no cinema. E a ansiedade era promissora: Atualmente é a maior abertura da Warner nos cinemas dos Estados Unidos. Mas afinal, Batman vs Superman vale a pena?


Quem já está familiarizado com os filmes da DC sabe que a ambientação dos filmes é diferente - mais adulto, mais sério e um pouco mais sombrio - do que os filmes da Marvel (portanto sem comparações, por favor!), logo Batman vs Superman é diferente das adaptações cinematográficas de HQs que vimos nos últimos anos.

Em Batman vs Superman acompanhamos:
  •  Batman/Bruce Wayne (Ben Affleck) agora um pouco mais velho, com alguns conflitos internos e ainda sem superar a morte dos pais. Como já sabemos, o filme é baseado no Batman de Frank Miller - Mais violento, mais sombrio e mais instável; 
  • Superman (Henry Cavill)- que é um dos motivos da volta da fúria de Batman depois da batalha contra General Zod em Man of Steel que resultou em Metropolis completamente destruída e várias mortes, inclusive em um dos prédios da Wayne Enterprises e que agora é enfrentado pelo governo quanto ao uso de seus poderes;
  • Lex Luthor (Jesse Eisenberg)- Um bilionário sociopata com complexo de deus que força um perfil ameaçador, com seus diálogos desconexos e discursos prontos, e que tenta obter acesso a kryptonita que pode enfraquecer e até matar Superman.


Começando por um dos fatores mais neutros do filme, a atuação tem pontos fortes e pontos bem, bem ruins. O Batman de Ben Affleck surpreende de forma agradável com uma atuação que corresponde ao personagem desenvolvido por Frank Miller em O Retorno do Cavaleiro das Trevas, violento e que até chega a matar quando é necessário, mas decepciona com um Bruce Wayne um tanto quanto inexpressivo. 

Henry Cavill volta como Superman, da mesma forma que já havíamos visto anteriormente, mas agora um pouco mais frio devido à culpa pelas mortes do qual é acusado depois da batalha com General Zod. 

Gal Gadot é uma ótima Mulher Maravilha, e apesar de aparecer pouco no filme, não desaponta em momentos de batalha e luta como uma verdadeira amazona. Meu problema com a Mulher Maravilha ainda é puramente estético, seria mais agradável e até fiel ao personagem se tivessem desapegado da escolha de uma atriz com padrão de corpo de modelo que não condiz em absolutamente nada com uma guerreira amazona. Mas admito que a atuação me surpreendeu.

No entanto, a verdadeira decepção do filme é o Lex Luthor de Jesse Eisenberg. O desenvolvimento do personagem é ruim, fraca e que em nada condiz com o personagem dos quadrinhos. A constante tentativa de Lex Luthor em intimidar é falha, os diálogos são ruins e os discursos são cansativos. As falas do personagem chegam a causar vergonha, é quase como se os diálogos tentassem demais para um ator que não está tentando atuar de acordo. Os ápices da atuação de Eisenberg são todos vistos no trailer e mesmo assim, não são bons.



Mas talvez a grande falha do filme seja o roteiro. O filme tinha tudo para dar certo, se não fosse pelo roteiro bagunçado, cheio de furos e desconexo. O início do filme (que chega a durar mais de uma hora) é lento, arrastado, massivo. São vários acontecimentos ocorrendo com personagens diferentes, em locais diferentes porém ao mesmo tempo mas que não se unem de alguma forma e que sequer apresentam alguma explicação. 

A apresentação dos personagens é ruim, é como se tivéssemos perdido os primeiros minutos de filme e tivéssemos pegado a história já esclarecida. Por exemplo, nas primeiras cenas onde Diana Prince aparece, não há necessidade e ela só está presente para que Bruce Wayne note sua existência. Fim. Não há uma razão ou explicação para os personagens estarem onde estão ou para fazerem o que estão fazendo. A narrativa é péssima, ao ponto de te fazer sentir vontade de sair da sala do cinema. 
Outro ponto ruim na entrega dos personagens é a forma como os personagens dos futuros filmes (como Flash e Aquaman) são apresentados. É como se fossem pequenos teasers dentro do filme que, novamente, ficaram desconexos e seria melhor se não estivessem ali.


Já a direção não é de todo ruim, e talvez até seja o menor dos problemas do filme. O problema está apenas nas cenas da narrativa da história, onde não há muita ação acontecendo. A protagonização em Lois Lane (Amy Adams) é tanta que muitas vezes esquecemos que esse é um filme de super heróis. O foco nela é desnecessário e muitas dessas cenas poderiam ser retiradas sem causar muito impacto no restante do filme. Mas o maior problema ainda é a quantidade de clichês. O filme é um eterno "namorada em perigo que precisa ser salva". Em certos momentos a sensação era de estar assistindo a um filme de Michael Bay, e não do Zack Snyder.

Outra grande decepção é a batalha que daria o título ao filme: O de Batman contra Superman. É tola, rápida, mal feita, sem graça e completamente evitável. Não há um grande motivo, e nem pode sequer ser considerada uma verdadeira luta ou um dos principais atos do filme. E, novamente, com Lois Lane presente sem necessidade alguma. Já a batalha final começa mais equilibrada, e finalmente vemos Mulher Maravilha em ação. O grande problema é seu desfecho e seu vilão, onde não vou entrar em detalhes para evitar spoilers.


Já o ponto que eu posso dizer que é excelente em Batman vs Superman é a cinematografia. A fotografia do filme é linda. Esse é o ponto impecável do filme onde não vi defeitos. Nas cenas onde há a controvérsia sobre a fé do povo e se Superman deveria ou não ser exaltado como um "Deus", a iluminação trabalha de uma forma incrível, criando uma atmosfera quase que celestial para emoldurar o personagem, e essa "adaptação" da cena ocorre com vários personagens. É possível sentir o desconforto nas cenas com Lex Luthor e uma fotografia sombria e esmaecida nas cenas com Batman. Os efeitos especiais também foram maravilhosos, na dose certa.


Para mim, foi uma tentativa que começou bem e durante o filme simplesmente desandou. Há vários fãs de HQs da DC dizendo que os furos no roteiro estão presentes nos quadrinhos, e que funciona bem assim. Mas é necessário lembrar que essa é uma adaptação cinematográfica e que a informação é entregue de formas diferentes dependendo da plataforma, logo a função primordial do roteiro era adaptar bem a história para que agradasse não apenas aos fãs dos quadrinhos ou que já conhecem as histórias da DC de várias formas, mas sim ao público do cinema no geral. Esse é um filme que marca o novo início do universo da DC no cinema, logo não deveria haver essa espécie de "pré requisito".


Logo, o filme soou como uma espécie de desespero, gritando essa necessidade de se estabelecer contra o que já temos no cinema. O filme agrada, na maioria, quem já é familiar com as histórias dos personagens e quem já leu pelo menos algumas HQs, especialmente as de Frank Miller, mas não vai mais longe que isso. Não é um filme que decepciona no total, mas não corresponde as expectativas. É para um público bem específico.

É simples: Se você gosta de filmes de super heróis mais sérios, mais sombrios e violentos que não tem a necessidade de forçar cenas de humor, é provável que você vá gostar. Se você prefere filmes de 
super heróis onde você não precisa se policiar se você pode ou não assistir com seu filho, por exemplo, e que você terá cenas onde você vai rir mas também terá batalhas, fique com os filmes da Marvel. Se você é como eu, apenas um fã de cinema sem essa necessidade de escolha de lados, é possível que você verá vários e vários defeitos no filme... Mas isso não vai necessariamente tirar toda a diversão da experiência.



Nota: 5,5/10.

Resenha - A Bruxa (The VVitch - A New-England Folktale)

Se você acompanha pessoas que falam sobre filmes, provavelmente já viu opiniões bem divergentes sobre o filme A Bruxa. Foi considerado por muitos um dos melhores filmes de terror já feitos e, por outros, o pior.

Quando saí da sala de cinema saí embasbacada com a genialidade desse filme, porém grande parte das pessoas reclamava que era um filme ruim, pois apesar de ser um filme de terror, não dava medo. Claro que não, essa  não é a proposta desse filme.


Se você quer assistir o filme A Bruxa na expectativa de levar sustos e voltar para casa com medo de qualquer barulho que ouvir, desista, esse filme não é pra você. Ele não vai te pegar de surpresa.

A Bruxa se passa em 1630, e é situado na Nova Inglaterra. A narração fica por conta de Thomasin (Anya Taylor-Joy), uma jovem garota que mora com seus pais e irmãos. A história começa com a expulsão da família da colônia onde moram acusados de heresia, por serem cristão adeptos a costumes diferentes da religião do local. Lembrando que o filme se passa em uma época onde a divergência religiosa em uma comunidade pode afetar diretamente o modo como a sociedade vive. Ou seja, uma verdadeira "caça às bruxas".



Com a expulsão, a família se muda com alguns poucos pertences para um local isolado a beira de uma floresta. Na tentativa se estabelecer uma vida normal mesmo distante das colônias, a família constrói sua casa, cria animais e continua a constituição de sua família. Porém o mal que assombra o local não demora a aparecer.

Crianças cantando cantigas que soam como brincadeira e até parecem inocentes, animais que começam a agir de forma malévola e estranha e até o desaparecimento de Samuel, o bebê da família.

Começam então a ocorrer situações de colocam em prova a fé da família a estrutura de sua união. A mãe (Kate Dickie) não cessa de culpar Thomasin pela onda de mal que alastra a família e pelo desaparecimento de Samuel - e cogita até mesmo enviá-la para outra família, o pai (Ralph Ineson) prepara Caleb - o irmão do meio - para agir como o homem da família e o leva para a floresta, na esperança de encontrar Samuel e, os gêmeos, (Ellie Granger e Lucas Dawson) - agora os membros mais novos da família, não deixam de acreditar que Thomasin é uma bruxa e responsável por todo o mal que atinge a família.



A Bruxa é um terror de arte. Foi uma verdadeira surpresa ao ver que o filme não segue a linha da grande maioria dos filmes de terror que estiveram em cartaz nos últimos anos. Consigo facilmente encontrar elementos de clássicos de terror em A Bruxa, seja no roteiro, cinematografia ou direção. É uma história detalhada, sem furos e que você é imerso na fragilidade da família. Você sente a depressão da mãe ao perder o filho, o fardo de Thomasin e a culpa do pai ao sentir que não cumpre por completo as necessidades da família. É um filme emocionalmente pesado sem precisar de apelações. É como se estivéssemos assistindo a intimidade de uma família emocionalmente perturbada e amaldiçoada.


Claro que não é um filme perfeito. Apesar de ter uma duração relativa curta (1h32min) é um filme denso e longo para a maioria. A história não passa com pressa - o que na minha opinião é uma vantagem, para mim o filme se passou muito rápido - mas para o público que prefere um terror mais instantâneo, o desenvolvimento lento pode ser massante. Minha dica para quem vai assistir é ser cético e o filme vai te surpreender e até te desafiar em certos pontos.


Para mim, o melhor ponto do filme são os diálogos. Se possível, assista o filme com o áudio original. A maior parte dos diálogos foram retirados sem alterações de documentos antigos, da época, portanto o inglês é arcaico e podem causar uma estranheza (nesse caso ideal e até boa) para o público. Gosto também da crítica ao extremismo, nesse caso voltado a religião. O filme te faz questionar até que ponto é possível ter fé e o que é possível fazer por ela.



No peso final, o filme para mim é um dos melhores dos últimos tempos. Uma cinematografia fria, crua e esmaecida, uma direção que não deixa a desejar, diálogos ideias e atuações convincentes. A Bruxa é a prova de que um filme baseado em um folclore de época pode dar medo sem precisar dar sustos, ter o plot twist final sem precisar causar furos na história e pode te causar desconforto e, ao final do mistério, fazer você estar grato por isso.

Garanto que é livre de clichês e com uma proposta completamente diferente. Me lembrou bastante os trabalhos do Kubrick e do Stephen King (que inclusive twitou sobre o filme dizendo que A Bruxa o assustou pra caramba!)

Recomendo! Confira o trailer abaixo:


Nota: 9/10

Livros | Resenha - Desaparecida - Catherine McKenzie

Eu amo livres sobre viagens - e mais do que isso, amo livros onde o protagonista passa por diversos tipos de dificuldades durante a história. Acho que isso "quebra" aquela sensação de conto de fadas e dá um toque de realismo maior, e Desaparecida, da autora canadense Catherine McKenzie, é bem assim, por mais que os problemas pelo o qual ela precisa passar não sejam tão comuns assim...



Desaparecida conta a história de Emma Tupper, que acabou de perder sua mãe que deixou a ela um sonho que nunca conseguiu realizar: Viajar para a África. Como parte da herança, Emma recebe um passagem de ida - e com a data de volta em aberto. Relutante e ainda sentindo o luto pela mãe, Emma resolve tirar um mês de férias de seu trabalho como advogada onde estava prestes a se tornar sócia do escritório, seu namorado Craig e embarcar para a África.

No entanto, as coisas não ocorrem bem. Prestes a embarcar de volta para casa, um terremoto avassalador atinge a África e a deixa sem contato com o mundo - Sem internet, telefone ou aeroportos funcionando, a impedindo de retornar.

O problema é que isso se prolonga por 6 meses... E Emma é dada como morta.

Quando Emma finalmente consegue voltar para casa, há um novo proprietário de seu apartamento, seu cargo no escritório foi ocupado, suas contas e cartões foram encerrados, seu namorado seguiu em frente e sua melhor amiga embarcou para a África para procurá-la. Tudo parece dar errado enquanto Emma só queria sua vida de volta... Até ela perceber que pode recomeçar sua vida do zero como quiser.

Na minha opinião, o melhor do livro é como a história intercala momentos do presente de Emma com momentos de sua viagem na África. Depois de um certo tempo, Emma se conforma que levará um tempo para voltar e resolve aproveitar seu tempo no local, fazendo amigos e trabalhos voluntários.

Porém esses amigos, assim como Sunshine - uma amiga de sua mãe que está presente em sua vida desde a infância, são personagens mal abordados e parecem estar na história apenas em momentos oportunos para o autor. Não há vínculo nem conexão com esses, e sempre parecem estar lá apenas para serem resoluções rápidas para um problema.

Apesar disso, é um livro muito bom. Acompanhamos 4 principais narrativas da vida de Emma: Como ela lida com Dominic - o rapaz que agora vive em seu apartamento, sua vida na África, sua vida de volta e a resolução de um caso na advocacia. São narrativas que se intercalam muito bem, deixando o livro leve e o tornando uma leitura que flui bem sem se tornar cansativa. O livro tem alguns momentos clichês, por mais que o foco não seja no romance, mas nada que o estrague.



Não só indico como já estou procurando outros livros da autora.
Nota: 7,5/10


ISBN-13: 9788544100615
ISBN-10: 8544100619
Ano: 2014 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: LeYa

Livros | Resenha - The Rule of Thirds (A Regra dos Terços) - Chantel Guertin

Quem me conhece sabe que eu amo fotografia. Até que um dia, assistindo um Book Haul da Melina Souza vi o livro The Rule of Thirds, da Chantel Guertin e fui a prova viva de que sim, a capa do livro atrai um leitor.

Não encontrei informações sobre a venda do livro no Brasil, eu o li em inglês mesmo e o título traduzido fica A Regra dos Terços - Que é uma teoria utilizada na hora de compor uma fotografia.



Sobre o livro:

O livro conta a história de Pippa Greene, uma fotógrafa (jura?) que está no ensino médio, é presidente do clube de fotografia e se prepara para participar de um concurso fotográfico que garantirá uma vaga para um curso de versão intensivo na faculdade Tisch, onde seu pai estudava.

E por falar em seu pai, no livro é bem enfatizado o quanto Pippa Greene sente sua falta. Seu pai também era fotógrafo e uma grande influência para ela. Logo no começo do livro, podemos perceber pela história que o pai dela já faleceu e como isso afetou sua vida pessoal. Pippa tem constantes crises de síndrome do pânico, especialmente quando envolvem pessoas ou lugares relacionados a morte de seu pai.

O que é uma péssima notícia já que ela precisa fazer um trabalho voluntário escolar obrigatório exatamente no hospital onde seu pai morreu.

Entre os demais personagens que tem grande importância para o livro e para Pippa, estão Dace, sua melhor amiga e cujos planos de ambas para o futuro estão interligadas: Dace planeja seguir a carreira de modelo e conta que Pippa a acompanhará como fotógrafa. No entanto, mas sabe Dace que os planos de Pippa não são bem esses...

Outros dois personagens importantes são Dylan, um garoto pelo o qual Pippa é apaixonada e que por mais que tenha sido aprovado em Havard, ele misteriosamente voltou para a cidade e também é voluntário no mesmo hospital que ela, e Ben, um garoto incrivelmente atraente que é novo na escola, também é fotógrafo e também começa a fazer parte do clube de fotografia... E eventualmente, também se torna concorrência para Pippa no concurso fotográfico.

Minha opinião:

É um livro para um público bem específico, para aqueles que gostam de romances juvenis, e se eu pudesse comparar a um livro certamente seria "A Culpa é das Estrelas". Eu achei divertido, mas nada demais. A narrativa é fraca, mas mesmo assim a história te envolve. É um daqueles livros que você promete ler só mais um capítulo e se pega terminando de ler. Não é um livro que vai agradar quem gosta de uma literatura mais complexa, mas sim quem gosta de romances leves, curtos e fotografia.

E por falar em fotografia, ela é muito bem abordada na história, de forma até que bem detalhada. Como gosto do assunto, sinto falta de mais livros que o abordem assim. É o livro ideal para ler como uma distração, mas não para ler em momentos que pedem uma literatura séria.

A abordagem dos personagens também é um pouco estranha. A única exceção é a própria Pippa, onde quanto mais lemos, mas flashbacks temos de sua história e assim, ao fim do livro, sabemos bastante sobre ela. No entanto, os demais personagens são apenas citados, você não conhece sua história, nem os que são extremamente valiosos para a evolução do personagem de Pippa, então acaba sendo impossível desenvolver qualquer tipo de apego ou simpatia.

No geral, é um livro "ok". Nada demais, nada muito novo - exceto pela fotografia como uma das abordagens principais, e nada extraordinário, o que não torna o livro ruim, ele é até divertido, só não o torna um livro excepcional. No geral, é um romance adolescente envolvendo câncer, fotografia e adolescentes no ensino médio.

Imagem: Wordrevel.com

Para quem se interessar, o livro possui duas sequências: Depth of Field e Leading Lines.

ISBN: 1770411593

Nota: 6/10

Games | Resenha: Portal Stories: Mel

Quem gosta de Portal (ou qualquer outra franquia da Valve), sabe o quão difícil é a empresa produzir um terceiro jogo de uma franquia (Half-Life que o diga). Vez ou outra aparecem alguns rumores, mas até hoje nenhum era real.



Eu já estava bem desiludida de que jogaria um novo jogo da franquia Portal novamente (é uma das minhas favoritas), até que no Video Game Awards de 2015 um dos vencedores foi Portal Stories: Mel, um jogo independente community made (feito por fãs) com base na franquia da Valve. Claro, fui lá conferir.

Começamos bem: O jogo está gratuito na Steam para quem possui o Portal 2 (você não precisa ter o jogo instalado, apenas em sua biblioteca da Steam). E devo dizer, me ganhou logo de cara.



Portal Stories: Mel segue a mesma jogabilidade de Portal 2, você comanda a personagem cobaia da Aperture Science Innovators (agora a Mel, não a Chell), e atravessa a Aperture atrás de uma saída, agora entre os anos da história de Portal 1 e Portal 2. Mel chega de trem na empresa em 1952, na época em que a Aperture Science, ainda sob o comando de Cave Johnson, está fazendo experimentos, então você joga várias salas de testes em uma verdadeira... Fase de testes, digamos assim.



Assim como em Portal 2, Mel acorda de um sono que durou anos, e quando acorda a Aperture já não é mais como era antes. Seguindo comandos do que seria um suposto Cave Johnson, Mel é guiada até a Portal Gun. Eventualmente, a "voz" que a guia se revela como Virgil, um núcleo (similar ao Wheatley) que ficou preso na parte inferior da Aperture e que precisa da ajuda de Mel para escapar pois uma gosma tóxica está tomando o local, além de precisarem encontrar uma solução para destruir AEGIS, o sistema de segurança do local que acredita que ambos foram os culpados pela morte dos empregados da Aperture.



O jogo foi criado com a Source Engine, a engine da Valve e onde foram desenvolvidos seus jogos, portando a jogabilidade é exatamente a mesma de Portal 1 e 2. Os gráficos também são idênticos, e há poucos itens diferentes, como a Portal Gun - agora um modelo mais antigo, e dois novos modelos de turrets. Portanto, visualmente, não tenho do que reclamar, os gráficos são incríveis.



A trilha sonora do jogo também é bem completa, não fica para trás dos jogos originais. E não há tantos loadings como em Portal 2, e quando há, não são tão longos.

Agora sobre o jogo em si...
Eu gostei bastante. Fechei o jogo em cerca de 4 dias (a estimativa de tempo de gameplay é de cerca de 6 a 10 horas) e não me decepcionei. Nos momentos onde você segue a história do jogo, fora das câmeras de teste, a jogabilidade é incrível e não decepciona.



No entanto, eu fiquei um pouco desconfortável com algumas das câmeras de teste. Em pelo menos 90% das câmeras, você precisa usar praticamente todas as ferramentas possíveis para se locomover, como as pontes, por exemplo, e muitas vezes deixando de lado fatores bem legais da franquia original para se locomover sem essas ferramentas, como Momentum, por exemplo. É legal? É. Mas em praticamente todas as câmeras se tornou um pouco cansativo.

Os puzzles que precisam ser resolvidos para que a porta da câmera abra também estão mais difíceis. Nada impossível, mas mais difíceis que os de Portal 1 e 2.



Minha consideração final: Esse mod poderia facilmente ser considerado o Portal 3. É tão completo como os demais, tanto em questões gráficas, de jogabilidade e claro, de entretenimento. Não tive problemas com bugs uma vez sequer, e me diverti tanto quanto jogando os demais jogos da franquia.


E não deixe o fato de ser um mod gratuito te enganar: A produção do jogo é incrível, 22 levels completíssimos, 27 achievements e diálogos impressionantes. A Prism Studios está de parabéns, eu pagaria por esse jogo sem pensar duas vezes.

Se você jogou Portal 1 e 2, jogue. É nostálgico, divertido e incrível poder resolver puzzles em novas câmeras de teste. Se você não jogou, te aconselho a jogar antes para seguir a linha do tempo do jogo e ter uma experiência ainda mais completa :)

Nota: 8/10


Análise | Star Wars: O Despertar da Força (Sem spoilers!)

E depois de 10 anos desde o último lançamento da franquia - e mais de 30 anos desde o último lançamento da trilogia clássica - temos um novo episódio de Star Wars em cartaz nos cinemas.Sob direção de J.J Abrams (Lost, Star Trek) e roteiro de Lawrence Kasdan (Star Wars Episódio V: O Império Contra Ataca) o filme veio com uma grande responsabilidade: Agradar fãs que estão há mais de 30 anos esperando uma continuação da história e, ao mesmo tempo, agradar uma nova geração.


Não gosto de comparar filmes nem personagens, mas é inevitável aqui. A sensação que temos em O Despertar da Força é bem similar a Uma Nova Esperança: Novas histórias que se iniciam. Acompanhamos novos personagens se encontrando e encontrando seu propósito. No filme temos Rey (Daisy Ridley), uma jovem que vive no deserto, abandonada e sempre a espera. Até que um droid aparece em seu caminho, mudando seus planos. Assim como Luke Skywalker em Uma Nova Esperança.

Entre os novos personagens também temos Finn (John Boyega), trazendo o alivio cômico que Star Wars precisava. Foi incrível poder rir de diálogos divertidos depois de momentos de pânico, e esse entrosamento entre os personagens acaba fazendo você se apegar mais.


Já em relação aos personagens clássicos, temos de volta Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew) e Leia (Carrie Fisher), agora como General. Não vou falar muito para não estragar a experiência de quem não viu ainda, mas o que eu mais gostei em relação aos personagens clássicos é ver que eles criaram suas próprias histórias nesses 30 anos de hiato entre o Retorno de Jedi e o Despertar da Força. É emocionante você ir descobrindo o que aconteceu e como isso afeta os personagens e toda a trama do filme.


Ainda sobre os clássicos, nós podemos ver como a história é passada de uma geração a outra. Han Solo atua como uma espécie de mentor sobre Rey, é como rever a história de Luke e Obi-Wan. As referências estão ali, e o papel de Han Solo é quase que explicar a trama - o que é ótimo, afinal foram mais de 30 anos de hiato na história e várias pessoas vão ter o primeiro contato com Star Wars com esse filme. E cara, a emoção de ver a Millenium Falcon voando de novo é sensacional.

Agora sobre o lado negro, a responsabilidade fica quase toda por conta de Kylo Ren (Adam Driver). Novamente nós vemos um vilão por trás de um capacete, mas dessa vez é diferente, é mais humano. Não vou entrar em detalhes para evitar spoilers, mas acompanhar o desenvolvimento de um personagem tão forte como vilão me deixou apreensiva (porque convenhamos, o vilão da trilogia clássica é o Darth Vader), mas não me decepcionou. O mesmo vale para os stormtroopers - sempre achei que eles eram subestimados demais, e não foi o caso aqui.

Já não temos mais República vs Império, mas sim a Resistência contra a Primeira Ordem.


A cinematografia do filme é excelente. J.J Abrams economizou nos flares, gente! hahaha. A direção também é incrível - tão boa quanto a dos clássicos, mas com suas singularidades. A trilha sonora de Star Wars jamais decepciona e nesse não foi diferente. John Willians sabe o que faz <3

Como elementos em CGI são bem presentes na franquia, não dá pra deixar de falar sobre. Os personagens em CGI tem uma importância gigantesca na história, mas eu esperava um pouco mais na questão gráfica, mas nada que desapontou.

Os droids que tanto amamos estão aqui. Quem me conhece, sabe a minha paixão pelo R2-D2 e o C-3PO. Eles aparecem claro, mas aqui o destaque fica para o BB-8. Ele é um personagem tão único, tão fofo e com tanta personalidade e emoções próprias que só de lembrar dele me dá vontade de chorar (mais!). Fiquei apaixonada, BB-8 é o novo amor da vida! Quero um pra mim <3


E por fim, é ótimo ver essa diversidade no elenco e dos personagens. Por mais que Leia seja uma personagem importante, ela nunca foi realmente protagonizada, então foi incrível ver que a Rey foi. Ter uma mulher e um ator negro como protagonistas é algo que não está presente nos outros filmes e nesse sim. Nunca pensei também que fosse ver uma mulher a frente do comando dos stormtroopers, e aqui temos a Capitã Phasma (Gwendoline Christie). Ela não apareceu tanto quanto eu gostaria... Ela é quase como o Boba Fett.

Mas claro, o filme tem seus pecados - O pior é saber que são os mesmos de Uma Nova Esperança. Problemas que deveriam ser donos de mais atenção - e tensão! - são resolvidos muito rápido e acabam não tendo a intensidade que deveriam.


Claro que tem muitos outros personagens que eu queria falar sobre, mas não vou dar spoiler pra ninguém. A melhor decisão que eu fiz foi ir assistir sem saber nenhum spoiler e nem mesmo a sinopse, as surpresas não pararam - e aconselho vocês a fazerem o mesmo. E se você nunca assistiu nenhum filme da franquia (de que planeta você veio? haha) pode ir assistir sem problemas. Novamente, é um filme que agrada a geração nova e aquelas que estão há anos aguardando um episódio novo. Sem dúvidas o melhor filme do ano.



Nota: 8,9/10

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