Review: As Vantagens de Ser Invisível

Meses atrás, quando vi o trailer e o poster oficial do filme, meu primeiro pensamento foi: "Vai ser clichê, provavelmente não terei paciência para assistir". Eu estava muito enganada.  Há tempos nenhum filme mexia comigo da forma que As Vantagens de Ser Invisível mexeu.

(Nota: Essa é uma resenha do filme, apenas. Eu ainda não li o livro, portanto não sei se houve ou não alguma modificação no desenvolvimento da história na adaptação para o cinema.)
PS: Contém spoilers.


Enfim, voltando ao que interessa... AVDSI (abreviando o nome do filme ao decorrer do post por motivos óbvios) é um filme sincero, emocional e de certa forma, triste. Mas isso depende muito do ponto de vista pessoal de quem está assistindo. Eu particularmente admito que chorei em boa parte do filme, já que é fácil absorver as emoções passadas no decorrer da trama.
O filme é narrado em 1ª pessoa, pelo personagem Charlie, interpretador por Logan Lerman. Pra vocês terem uma ideia, eu NUNCA fui com a cara desse ator, mas não consigo pensar em mais ninguém que interpretaria Charlie tão bem. Logan ganhou meu respeito.
Charlie tem 15 anos e acaba de ser transferido para uma escola nova. O único amigo que tinha, cometeu suicídio e Charlie tem uma dificuldade imensa de interagir com as pessoas e fazer novos amigos. Para ajudar a controlar seu nervosismo, Charlie começa a escrever cartas para um anônimo contando como tem sido os seus dias. No entanto, Charlie logo faz um amigo, seu professor de literatura, o qual o incentiva a escrever diariamente.




Pouco depois os veteranos Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson) o "acolhem", de certa forma, ao perceber que Charlie não tem amigos. A partir daí, nasce uma amizade sincera e uma paixão que Charlie passa a desenvolver por Sam.
Claro que no desenvolvimento do filme aparecem mais personagens e, consequentemente, acontecem novos envolvimentos. Outras paixões, SATs (o que seria o equivalente aos vestibulares do Brasil) e todas as preocupações de um estudante de ensino médio.



Talvez a história seja tão emocional pelo fato de que o protagonista traz um grande peso sentimental em si. Como se não bastasse o suicídio do seu único amigo e problemas para interagir com colegas, Charlie enfrenta problemas psicológicos que dificultam sua rotina como adolescente. Mas não vou falar sobre aqui no post. Ao meu ponto de vista, esse é um tópico rico em detalhes no filme e que merecem uma atenção maior, só assistindo para saber ao que me refiro.
Acredito que a minha única crítica a parte seria sobre a Candace, irmã do Charlie, interpretada por Nina Dobrev. Gosto muito da Nina como atriz e, na minha opinião, ela foi pouco aproveitada em AVDSI. Mas isso é um caso a parte, detalhe que se torna quase irrevelevante.
Outra coisa que eu gostaria de ressaltar é a trilha sonora. David Bowie, The Smiths, Midnight Runners... Por mim, aprovada.

Talvez seja o meu apego emocional a esse filme, mas eu super o indico. Não é um filme cansativo, é interativo e, fato que devo ressaltar, Ezra Miller soube deixar o filme divertido. Por culpa dele, Patrick foi meu personagem favorito.



"Welcome to the island of misfit toys."

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