Self-Challenge 3: Review - God Bless America

Se você é um desses que tem vontade de pegar uma AK-47 e dar um headshot naquelas participantes patricinhas que fazem birra porque ganharam o conversível errado no "My Super Sweet Sixteen" ou em qualquer outro participante de qualquer programa extremamente fútil e supérfluo... Amigo, tamo junto e você está no post certo.

Escrito e dirigido por  Bobcat Goldthwait, God Bless America é um filme genial, reflete as maiores babaquices da sociedade e toda a estupidez fútil detestável e promovida pela mídia.
Eis um pequeno resumo:

Frank é um cara que atingiu o ápice de sua paciência com a vida. É divorciado, detesta seu emprego, tem uma filha detestável e, só pra completar, descobre que tem um tumor no cérebro.
Logo, o cara pensa em se matar.
MAS, Frank é um cara esperto e que ODEIA futilidades norte-americanas (mesmo sendo um cidadão norte americano) e, um dia assistindo a um episódio de My Super Sweet Sixteen, atinge o estopim e decide matar a garota participante do reality show.
Só que Roxy, uma garota de 16 anos, vê o assassinato e resolve se juntar a Frank (porque é isso que você faz quando você tem 16 anos e vê um cara assassinando uma garota da sua idade: Você foge de casa e se junta a ele. You're schooled, children).

Então, juntos eles atravessam os Estados Unidos assassinando todos aqueles que você teria vontade.
 
       

Goldthwait é um gênio quando se trata de humor negro. Ele conseguiu, em God Bless America, criticar a mediocridade de forma direta sem fazer um típico filme moralista tedioso. O filme te prende, te faz querer assistir e, o melhor de tudo, você consegue identificar a origem dos alvos das críticas e até mesmo se identificar com os protagonistas, seja com Frank e sua vida tediosa e ordinária ou com Roxy, a adolescente revolucionária mini-psicopata.

                           

Frank e Roxy são pessoas que não se deixam alienar pela mídia, e que se juntam em um mesmo objetivo: "Limpar" a América de pelo menos grande parte de sua mediocridade.
Fora a relação entre os personagens, e os atores. Joel Murray e Tara Lynne Barr ficaram muito bem atuando juntos, enquanto como Frank e Roxy você sente que a química entre eles é tão boa, que muitas vezes é fácil confundir se é uma aproximação de certa forma paterna, de amizade ou até mesmo com um certo teor sexual.

GBA merecia uma resenha melhor e maior, admito, mas deixo as críticas a cargo de vocês. Apesar de não ser um filme popular, é um filme que eu garanto que vale a pena assistir. Indico!

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