Resenha - Donnie Darko

Donnie Darko é um dos meus filmes favoritos. Lembro-me de tê-lo assistido pela primeira vez há uns 4 anos, mas resolvi revê-lo essa semana e, por mais que não seja um filme novo, é um filme bom, logo vale a pena fazer o review.

Donnie Darko foi dirigido por Richard Kelly, mesmo diretor do filme A Caixa, e foi lançado em 2001. Foi um dos primeiros filmes da carreira de Jake Gyllenhal (Prince of Persia) e é considerado um dos clássicos do cinema cult.



Donnie Darko tem uma montagem incrível. Ele te faz pensar e associar os acontecimentos para que você consiga entender o filme e, por ser bem interativo, não é um filme cansativo. Ele trabalha com cenas sóbrias, simples, mescladas com cenas com tons de irrealidade e te faz questionar o que são fatos e o que foi criado pela mente de Donnie.
Donnie Darko é um garoto com indícios de esquizofrenia. É um jovem problemático, sombrio, solitário. Um dia, acontece um acidente em sua casa e Frank, um coelho gigante, salva a sua vida. A partir desse momento, Frank profetiza a Donnie o fim do mundo, e o tempo exato até o fim. Donnie passa a receber ordens do coelho, que faz com que ele passe a cometer atos de vandalismo, e a partir desses atos, é possível acompanhar Donnie enlouquecendo e cenas que até então pareciam indiferentes para a compreensão do filme, passam a fazer sentido.


Esse é outro fator que torna o filme interessante. Nenhum personagem é descartável. Todos tem uma participação sólida, ainda que algumas sejam pequenas. Um exemplo é a professora de inglês de Donnie, interpretada por Drew Barrymore. A personagem, em um primeiro momento, aparenta ser totalmente indiferente para o desenvolvimento da trama, mas no fim vemos que suas poucas cenas são indispensáveis para total compreensão da história.



O filme trabalha ainda com a possibilidade de uma viagem no tempo. Donnie passa inclusive a estudar metafísica e ler sobre viagens no tempo com a intenção de alterar acontecimentos do passado e evitar alguns do futuro. Donnie se questiona "e se pudéssemos voltar no tempo e livrar os outros de horas de dor e escuridão, e substituí-los por algo melhor?".
No fim das contas, é um filme que te faz pensar, refletir. Há diversas reflexões sobre atos e consequências, sobre como sua vida interfere na vida de terceiros, sobre como coisas geradas pela mente podem interferir de forma direta nas suas ações, sobre manipulação e várias outras coisas.
A trilha sonora do filme também não deixa a desejar em momento algum. Todas as cenas, cenários e personagens tem um ar totalmente oitentista, e a trilha sonora só realça isso. Se tem algo que eu não posso deixar passar é o comentário sobre a música de Gary Jules, "Mad World" (originalmente do Tears for Fears), no fim do filme. Faz tanto sentido, tanto para a cena quanto para o personagem, que a música parece ter sido feita para Donnie.
Nota: O filme recebeu 8,1 no IMDb, o que eu acho injusto. Eu dou um 9, e indico o filme sem hesitar.

28 days, 6 hours, 42 minutes and 12 seconds. That's when the world will end.

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