Resenha - 50/50

Tá aí um filme que me fez chorar bastante. O filme de Jonathan Levine, mesmo diretor de Warm Bodies, conta com Joseph Gordon-Levitt (500 Days of Summer) como protagonista em uma atuação incrível, convincente. Durante o filme, mesmo que eu já tenha assistido outros filmes com Levitt, me desliguei totalmente do ator. Não era Levitt, era Adam.

Adam é um cara tranquilo que trabalha em uma rádio. Durante meses, ele tem trabalhado em uma reportagem sobre um vulcão, mas que as pessoas não tem dado a devida importância. É um cara saudável, não fuma, não bebe, pratica exercícios físicos e é apaixonado pela namorada, Rachel (Bryce Dallas Howard). Vive em companhia de seu melhor amigo Kyle (Seth Rogen), um cara que gosta de aproveitar a vida ao máximo, bebe bastante, tenta ficar com todas as garotas que conhece e tenta convencer Adam do mesmo, já que ele não gosta nem um pouco de Rachel.



Ok, tudo certo, até Adam começar a sentir uma frequente dor nas costas. Como ele é um cara saudável, nem dá tanta importância, mas resolve ir ao médico mesmo assim. É aí que Adam descobre que tem um tipo raro de câncer, e que terá que fazer quimioterapia para depois submeter-se a uma cirurgia.
Adam começa a pesquisar sobre seu câncer e descobre que a chance de cura é de 50%. Então ele meio que adota essa estimativa para a vida.



Adam não é um cara muito ligado aos pais. Seu pai tem Alzheimer e sua mãe se preocupa demais, então ele acaba contando com Rachel e Kyle para cuidar dele. Por indicação do médico, ele começa a ver uma terapeuta, a Dra. Katherine (Anna Kendrick). Adam estranha o fato dela ser tão jovem, e então descobre que ele é o 3º paciente dela. Por ser inexperiente, às vezes ela acaba sem saber ao certo como ajudar.

A vida de Adam começa a passar por mudanças drásticas... Kyle descobre que Katherine traía Adam e, claro, contou ao amigo. Daí Adam passa a ter que lidar com o término do relacionamento, seu melhor amigo usando seu câncer como uma desculpa para pegar mulheres, uma terapeuta que não sabe como ajudá-lo e a morte de um de seus amigos da quimioterapia.



Acho que aí é onde a ficha do filme cai. Adam tem 50% de chance de cura, mas o tumor não responde ao tratamento e ele precisa fazer uma cirurgia de alto risco para tentar sobreviver. É aí que o filme realmente fica forte. A ligação dele com os pais, com Kyle, e até uma atração por Katherine se fortificam, afinal, ele não sabe sequer se vai sobreviver a cirurgia. Não sabe se deve se despedir, nem como.

50/50 é um filme emocionante. Um drama que te faz pensar bastante sobre a vida (e chorar bastante também).
Nota: 8,7.

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