Resenha - Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Esse é possivelmente meu filme favorito e me espantei ao perceber que ainda não resenhei ele aqui.

Vamos supor o seguinte: Você conhece alguém de uma forma inusitada e, depois de um tempo, percebe que vocês estão em um relacionamento. Vocês tentam de tudo pra que esse relacionamento dê certo, e, mesmo que vocês tenham passado anos tentando... Não conseguem. Aí você descobre que essa pessoa decidiu se submeter a uma experiência que apagasse tudo relacionado a você da vida dela. Tudo.


Ela não conhece mais você. E agora?

Bem... É nisso que se baseia o filme.

Vamos começar pelo elenco. Jim Carrey caiu como uma luva no papel. Perfeito. A atuação dele foi impecável, exatamente o Joel que o filme precisava. Eu pensei duas vezes quando vi a Kate Winslet como Clementine, porque nunca consegui me desapegar dela como Rose em Titanic, mas acabei me surpreendendo.

O filme é extremamente original. Sai do padrão dos filmes de drama hollywoodianos, uma história que surpreende, com cenas e fatos inesperados. Desde a forma como Joel conhece Clementine, até quando ele se dá conta que, ao fim da experiência, todas as memórias relacionadas a ela desaparecerão.
Nesse momento surge um certo arrependimento. Joel começa a lutar contra a máquina que está apagando suas memórias, tenta enganá-la, de certa forma, levando Clementine a lugares em sua mente onde eles nunca estiveram juntos, tentando criar novas memórias e convencê-la a ficar, afinal Joel só se submeteu ao tratamento porque descobriu que Clementine o havia feito.



Agora pense comigo: Por mais que você apague alguém da sua mente, alguém que você amou, ao reencontrar essa pessoa, ressurgirá o interesse que fez com que você se interessasse por ela anteriormente. E, bem, isso acontece no filme. Ao reencontrar Clementine, ambos sentem uma espécie de dejavú.

O filme é confuso, não nego. E admito que essa resenha não faz jus algum a qualidade do filme, que na minha opinião, é excelente. Então minha dica é: Assistam. Vocês não vão se arrepender. Fora a moral que o filme passa. Joel menciona, em um certo ponto da história, que nós evoluímos juntamente às nossas experiências, boas e ruins, e que por esse motivo, não vale a pena apagar suas memórias somente para acabar com a dor.


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