Resenha: Intocáveis

Esse filme foi uma indicação de um colega pelo Twitter. O filme me ganhou, antes mesmo que eu pudesse assisti-lo, por dois fatores: Primeiro, é um drama francês, segundo, é baseado em fatos reais.
Eu tenho um certo apego a filmes baseados em fatos reais. Não sei vocês, mas eu vejo o filme de outra forma. Afinal, aquela história foi baseada na vida de alguém. Não foi algo que simplesmente surgiu da cabeça do roteirista, mas fim de fatos vivenciados por outra pessoa.

Bem, eu não sou uma pessoa forte para filmes de drama, como eu disse na resenha do filme 50/50, então é desnecessário dizer que meus olhos lacrimejaram com a frase inspiré d'une histoire vraie.



Phillipe é um cara que, alguns anos atrás, sofreu um acidente e hoje, está tetraplégico. Como ele possui apenas os movimentos do pescoço para baixo, ele depende totalmente de alguém para viver, então ele faz um processo seletivo para contratar um ajudante, alguém para acompanhá-lo o tempo todo.
Durante o processo seletivo ele conhece vários caras que são graduados e possuem experiência, no entanto, ele resolve contratar Driss, um cara com uma autoestima altíssima, que esteve preso por 6 meses e que não está ali pelo emprego, somente para ter seu documento assinado para que ele possa continuar sobrevivendo do seguro.

Driss então aceita a proposta de Phillipe para um treinamento de um mês. Driss passa a viver na mansão de Phillipe, em uma vida totalmente oposta àquela a qual estava acostumado, afinal antes ele dividia um pequeno apartamento com vários primos, irmãos e sua tia.


A partir daí o filme é realmente tocante. Driss passa a engolir seu orgulho e cuidar de Phillipe, enquanto esse  gosta do trabalho de Driss por ser algo sem pena, sem compaixão e sim, sincero. Driss encoraja Phillipe a se apaixonar, se aventurar. É perceptível, durante o filme, o quão vivo Phillipe se sente depois da contratação de Driss. A mensagem do filme é incrível, o crescer da amizade dos dois é impressionante, fora os detalhes técnicos. Enquadramento perfeito, fotografia perfeita e uma direção incrível, fora a atuação de François Cluzet e Omar Sy nos papeis principais.
Gostou da resenha e se interessou pelo filme? Olha o trailer dele:





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