Resenha - Garota Interrompida

Bem, como dá pra perceber nos últimos posts, não tenho feito review de nenhum filme recente, estou resenhando apenas meus favoritos por um tempo, então não poderia deixar Girl, Interrupted de fora.
O filme, dirigido por James Mangold, mesmo diretor do novo filme do Wolverine que sai esse ano, tem um elenco de peso, contando com Angelina Jolie, Jared Leto, Whoopi Goldberg e Winona Ryder como protagonista, que já trabalhou com diretores como Tim Burton, Francis Ford Coppola, Woody Allan e J.J Abrams.



A história é baseado em um livro de memórias homônimo, escrito por Susanna Kaysen.
A adaptação cinematográfica retrata a vida de Susanna nos anos 60, depois de uma sessão de psicanálise, onde ela foi diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline. Logo, ela é enviada por seus pais para um hospital psiquiátrico para que ela possa dar início ao tratamento.
Assim que é internada, Susanna chama a atenção de Lisa Rowe (Angelina Jolie), uma sociopata, e as duas passam por uma série de desentendimentos, mas logo viram amigas.

Cansada de viver no hospital, Susanna resolve organizar uma fuga com Lisa, Polly e Daisy.



Particularmente, achei que Susanna Kaysen, a escritora da obra na qual o filme foi baseado, foi corajosa ao criar o livro baseado em experiências pessoais. Nunca li o livro, mas o filme é algo detalhado. Desde a diagnose, as sessões de psicanálise, prescrição de medicamentos controlados e a convivência com pessoas que possuem distúrbios diferentes no hospital.

No entanto, apesar disso, a adaptação cinematográfica não faz jus a obra, na minha opinião. Em vários momentos eu pausei o filme e fui fazer outras coisas porque o filme simplesmente não te prende. Eu acredito que com todas as informações base que já haviam, não apenas do livro mas das experiências de Susanna em si, o filme poderia ter sido melhor.



Mas a mensagem que ele passa é no mínimo, interessante. Eu posso dizer sobre ele o mesmo que eu havia dito sobre o 50/50: É um filme que te faz pensar. Quem somos e por que estamos aqui? O que é certo e o que é errado quando estamos nos referindo a nossa personalidade? Quem pode nos julgar e nos condenar por aquilo que somos e sentimos?

Nota: 6,7.

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