Resenha - The Bling Ring - A Gangue de Hollywood - Sofia Coppola

The Bling Ring foi um dos poucos filmes de 2013 que assisti sem esperar algo. Não sou a maior fã da Sofia Coppola, mas resolvi dar uma chance ao filme. Mas devo admitir... Não me impressionei.

É impossível não relacionar o filme, de certa forma, com Spring Breakers, afinal são garotas adolescentes que formam uma gangue. A diferença é que The Bling Ring é melhor.



O filme conta a história de Nicki (Emma Watson) e Sam (Taissa Farmiga), moram na mesma casa desde bem jovens, uma vez que a mãe de Nicki adotou Sam. Ambas são educadas em casa, pela mãe de Nicki, com seus conceitos baseados em "The Secret"., Rebecca (Katie Chang), a ambiciosa dissimulada que faria tudo para ser uma celebridade, Marc (Israel Broussard), o garoto novo na escola, gay, entende de grifes então logo se dá bem com Rebecca, e Chloe (Claire Julien), uma adolescente cheia de contatos úteis para a gangue e vive em festa. Estudam na mesma escola, ambiciosos, desejam viver como celebridades. Rebecca tem uma obsessão por Paris Hilton, até que Marc encontra o endereço de Paris na internet e ambos resolvem invadir a casa.



Por incrível que pareça, a invasão ocorre de forma bem sucedida. Eles, claro, não poderiam perder a oportunidade e levaram vários itens da casa de Paris, como roupas, sapatos, joias, dinheiro...
Só que uma vez que o assalto ocorreu bem, eles não perderam a oportunidade e repetiram o ato, só que dessa vez, com seus amigos. Começaram a se gabar em festas e procurar cada vez mais endereços de celebridades e saber quando eles estariam fora. Invadiram a casa da Lindsay Lohan, Megan Fox, entre outros... Sempre levando consigo vários itens com a intenção de se parecerem ainda mais com eles.



O filme é baseado em fatos reais, por incrível que pareça, então chega um momento onde a "gangue" começa a ser percebida e passa a aparecer em noticiários e ser comentada pelas celebridades. Eles passam a viver a vida de forma mais deslumbrada, são populares, vivem em festas e começam a usar drogas. Tentam cada vez mais viver como as celebridades que eles tem como ídolos, já que eles já tem alguns de seus pertences, tentam ter um caráter e rotina semelhantes.



Com as aparições em noticiários e a popularidade obtida, eles acabam se tornando pseudo-celebridades, até serem pegos. É aí que Nicki, personagem de Emma Watson, começa a tirar proveito da situação. Supostamente, a família de Nicki é ingênua, calma, despreocupada e cheia de afeto, logo a mãe de Nicki se espanta ao saber da situação, mas Nicki tenta dar a volta por cima se fazendo de vítima, dizendo que foi arrastada ao meio da situação e que se diz arrependida. Começa a fazer trabalhos voluntários e apoiar igrejas.

A ideia do filme não é ruim, até porque é baseada em fatos reais bem peculiares. A execução do filme é que me incomodou um pouco. Os personagens não são tão bem desenvolvidos como eu esperava. Um exemplo é Nicki, personagem de Emma Watson. Apesar da atuação de Emma ter sido incrível, a personagem dela é cansativa, enjoativa. É perceptível até um certo tom de sarcasmo no filme, não apenas com Nicki, mas com os outros personagens.



Como todo filme, tem seus prós e seus contras. O filme retrata bem a falta de privacidade das celebridades, mas a história acontece de uma forma meio corrida. Eu esperava maiores explicações e maiores participações.

É um filme mediano. Não é o melhor filme da Sofia Coppola, nem o pior (apesar que sou suspeita para falar). Gostei muito da fotografia e da direção, só o roteiro e o desenvolvimento dos personagens que me incomodou um pouco.

Nota: 6,2/10

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