Resenha - Elysium

Talvez a palavra que melhor descreva meu interesse pelo filme Elysium antes de vê-lo seja curiosidade. Desde o trailer até a atuação de Wagner Moura e Alice Braga, até especulações e resenhas que vi na internet de pessoas que já haviam assistido o filme.

O filme se passa em 2159, o que daí eu já imagino não ser uma tarefa fácil: Imaginar o mundo daqui a 146 anos, ainda que seja um filme inteiramente fictício.
Em Elysium, a Terra sucumbiu a vários males, já previstos há anos, e se tornou um lugar não muito bom para viver. Tanto que o filme se passa, em sua maior parte, em Los Angeles, que vira uma gigante favela. O ambiente se torna um lugar horrível, incomparável ao mundo atual. Elementos da natureza como árvores, lagos, são praticamente inexistentes e as casas e edifícios são substituídos por diversos barracos. A segurança é algo quase utópico, em meio a um mundo violento onde as pessoas são frequentemente revistadas por robôs.



No entanto, essa é a população carente, de certa forma dependente de corporações que os empregam em construções de máquinas. Tais corporações não vivem na terra, e sim em Elysium, uma espécie de satélite que faz órbita com a terra. Elysium é exatamente o oposto do que a Terra se tornou. É repleto de mansões, natureza vasta, festas. O poder hierárquico de Elysium sobre a Terra é completo, controlando quem entra e sai, armazenando todos os dados sobre todos e punindo severamente todo cidadão da Terra que tentar entrar em Elysium.

Há espécies de naves que saem da terra transportando, clandestinamente, cidadães que visam uma vida nova e confortável nas instalações de Elysium. Na maioria das vezes, essas naves são destruídas durante o trajeto, que é completamente monitorado. Em outras, assim que pousam em Elysium, esses cidadães são presos. Para usufruir dos bens de Elysium, é necessário que a pessoa tenha uma espécie de sinal digital que pode ser obtido somente pelas pessoas que controlam Elysium. No entanto, Spider (Wagner Moura), uma espécie de hacker, manda pessoas nessas naves para Elysium para que essas tentem usufruir da medicina do lugar, incomparavelmente melhor e mais avançada do que a oferecida na Terra.



Mas Spider não protagoniza o filme, mas sim Max (Matt Damon), ex-criminoso cumprindo condicional que trabalha em uma indústria robótica. Em um dia normal de trabalho, uma espécie de câmara onde os robôs são colocados emperra e Max precisa arrumar. Acontece um acidente onde Max acaba sendo contaminado com radiação. Resultado: 5 dias de vida restantes.
Max se junta ao seu amigo Julio (Diego Luna) e vão atrás de Spider a procura de ajuda para entrar em Elysium, pois essa é a única forma de Max ser curado: Usando uma das câmaras de cura de Elysium que cura absolutamente qualquer doença.

Durante a jornada, Max acaba encontrando Frey (Alice Braga), uma amiga de infância que tem uma filha em estado terminal e que alimenta a utopia de levar a menina para Elysium para ser curada. Max tenta ajudar Frey, e ambos são frequentemente impedidos pelo violento agente Krueger (Sharlto Copley), a mando da ministra de segurança Delacourt (Jodie Foster).



Eu me surpreendi com Elysium. Eu esperava apenas um filme de ação convencional, o que Elysium é, de certa forma, mas com elementos que foram mais que bem utilizados em sua execução. A fotografia desse filme passa uma realidade incrível, Los Angeles vista de um ponto de vista inimaginável, deplorável, porém com gráficos impecáveis. A história não deixa espaços vagos e o filme possui um fim surpreendente.
Apesar de Matt Damon protagonizar o filme, Wagner Moura roubou a cena diversas vezes com seu personagem. Em Spider, podemos ver características fortes que Wagner Moura utilizou como Capitão Nascimento, sem copiar o caráter de um personagem para outro.

Neill Blomkamp mandou muito bem nesse filme. Dou nota 7,5/10.

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