Filmes | Resenha - O Lobo de Wall Street - Martin Scorsese

Hoje eu estou na vibe de resenhar filmes que foram indicados ao Oscar. Nada mais justo do que começar com O Lobo de Wall Street, filme do Scorscese que na minha opinião foi mais do que injustiçado ao perder todas as categorias nas quais estava indicado. Uma pena.



Mas bem, vamos ao filme...
OLDWS (vamos abreviar o nome do filme assim até o fim do post, ok?), é uma adaptação cinematográfica da autobiografia de Jordan Belfort, um corretor que começou como estagiário em Wall Street e, como todo iniciante, ele achava que era algo justo, que os compradores e os corretores lucravam. Isso até Mark Hanna (Matthew McConaughey), sem cerimônia alguma, mostrar a Belfort como são as coisas na realidade. Ele o introduz as drogas e mostra a ele que o importante é o benefício próprio, lucrar sem dar a mínima para os compradores. Hanna vive uma vida luxuosa sem culpa, e, aos poucos, Belfort percebe que é exatamente isso o que ele quer.
















No entanto, no primeiro dia de Belfort contratado após seu período de estágio terminar, acontece o que foi chamado Black Monday, onde as bolsas de vários países caíram repentinamente. Bem, a carreira de Jordan parecia ter acabado ali, já que consequentemente ele ficou desempregado. No entanto, procurando emprego como corretor, acaba por aceitar trabalhar em uma firma de fundo de quintal, com ações de centavos, incomparável com seu antigo trabalho em Wall Street. Isso acaba por ser uma espécie de desafio para Jordan. Nessa firma, uma vez que as ações eram de menor valor, seu lucro seria de 50%. É assim que Jordan, com toda sua persuasividade, consegue transformar centavos em 70 mil dólares mensais.



Com um lucro de 70 mil dólares por mês (ainda que ganhos de forma ilegal, já que os investidores não teriam lucro algum com seus investimentos), e ainda passando despercebidos (já que eram ações de baixo valor), Jordan começou a chamar a atenção. É assim que ele conhece Donnie (Jonah Hill), que ao saber da sua margem de lucro mensal, larga imediatamente seu emprego e começa não apenas a trabalhar para Jordan, mas passa também a ser seu braço direito. É ao lado de Donnie e de alguns caras aparentemente sem potencial algum para serem corretores que Jordan decide abrir sua própria firma: A Stratton Oakmont.



Inicialmente, a firma trabalha com as chamadas "folhas rosa", ou seja, as ações de centavos, cujo lucro para o corretor era de 50%. No entanto, a firma começa a crescer, contratar mais funcionários até se tornar uma empresa gigantesca, mas sempre mantendo a margem de lucro ilegal de 50% para os corretores.

Não demora até Jordan se entregar aos conselhos previamente dados de Mark Hanna. Jordan começa a se entregar a luxúria, drogas e mulheres. É assim que ele acaba seu casamento, usa o dinheiro para encontrar uma esposa, construir mansões, adquirir iates e, claro, manter seu vício em drogas. Mas obviamente como nada é perfeito, Belfort passa a chamar atenção, uma vez que o lucro de sua empresa é gigantesco, porém desconhecida por todo e qualquer investidor e corretor de Wall Street. É aí que começam as crises envolvendo investigações, polícia, divórcio e a queda do padrão de vida de Jordan.



Minha opinião sobre o filme: É basicamente a história de um corretor ganhando dinheiro ilegalmente e viciado em drogas. Ponto. Mas claro que há bem mais por trás disso. É um filme de exatas 3 horas, com um final previsível e que, ainda assim, consegue ser um filme incrível. Martin Scorsese soube melhor do que ninguém nivelar os tons de comédia e frenesi, com até alguns poucos tons de drama em algumas cenas, com uma direção, fotografia e trilha sonora incríveis.

Devo dizer que DiCaprio foi extremamente injustiçado em não ganhar o Oscar pelo papel. Admito que não vi o papel de Matthew McConaughey em Dallas Buyer's Club, mas posso dizer que esse foi o melhor papel de DiCaprio de todos que já vi. A atuação dele foi simplesmente incrível. A versatilidade que o personagem pedia foi incrivelmente preenchida. Como eu já mencionei, o filme tem a dosagem equilibrada e perfeita de comédia e frenesi, que foram perfeitamente adequadas à DiCaprio. A forma como há a crítica ao mercado de ações mixado com uso de drogas e toda a ilegalidade usada por Jordan para lucrar é perfeitamente transmitida.



Podemos então dizer que sim, é um filme incrível, porém a história não é inovadora. É mais do mesmo, com um final previsível, mas tão bem produzido que eu posso indicar sem pensar duas vezes.

Nota: 8,5/10.


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