Games | Resenha - Gone Home



Gone Home foi um jogo que eu conheci na última Winter Sale da Steam. Procrastinei por algum tempo (culpem o bônus de 50% de XP em D3 no pré-lançamento da expansão), até que finalmente decidi matar a curiosidade e jogá-lo.
Já vou deixar bem claro que há spoilers nesse post.

O jogo é o título de estreia da produtora The Fullbright Company.
Como o nome sugere, o filme se trata sobre uma "ida para casa". A sinopse é a seguinte: É junho de 1995, e você é Kaitlin Greenbriar. Você passou um ano no exterior, e nesse dia você retornou para casa. Sua expectativa era que sua família a recebesse após um ano longe, no entanto, ao chegar em casa, você se depara com um bilhete na porta de sua irmã mais nova, Samantha. O bilhete diz para que você não procure por respostas e não tente descobrir onde ela está. Então, obviamente, você vai atrás de respostas e tenta descobrir onde ela está.



A missão do jogo é basicamente essa. Aos poucos, o jogo vai obtendo tons de suspense/terror a medida que você vai descobrindo coisas sobre a casa e a história da família. Você descobre, por exemplo, que a casa foi uma herança de um tio falecido, e que Samantha suspeitava que o fantasma dele estivesse na casa.

Mas voltando a missão: O jogador precisa vasculhar a casa a procura de dicas. Como em qualquer jogo de investigação, uma dica levará a outra, que levará a outra e assim por diante.
O pai de Katie é escritor, então por vezes haverá dicas nos livros, assim como nas coisas da mãe de Katie. No entanto, o foco maior ainda é em Samantha.

Samantha deixa uma espécie de diário para Katie que tem partes narradas sempre que você procura por pistas na casa. Ela conta suas experiências na escola, com os amigos (e a falta deles) e sobre Lonnie, uma garota que ela conheceu na escola e que começou a fazer parte de sua vida. Por vezes, haverá pistas que envolverão Lonnie, já que ela passou a conviver na casa frequentemente.
O mapa da casa não exibe todos os cômodos "exploráveis", é necessário encontrar as chaves para desbloqueá-los. Isso torna o jogo mais interessante, porque você acaba percebendo que a medida que o jogo vai se expandindo, maior o mistério.



Agora minha opinião sobre o jogo: Eu comecei e terminei o jogo em duas horas. É quase tão rápido de finalizar quanto Metal Gear Solid V: Ground Zeroes. Há várias pistas que são extremamente extensas e cansativas de serem lidas, o que acaba diminuindo o interesse logo no início do jogo. Como eu mencionei anteriormente, o pai de Katie é escritor, então há várias pistas que envolvem seus livros, que tiveram vendas ruins, e você acaba lendo contratos com a editora e trechos dos livros, por exemplo, que acabam sendo totalmente irrelevantes para o jogo.

Eu comecei o jogo com a certeza de que era um terror/suspense, mas a medida que a história de Samantha foi se desenvolvendo, vi que eu estava enganada. Ela começa a citar experiências com Lonnie e o modo como foi começando a se apaixonar pela amiga, que logo iria se mudar porque iria se alistar. No fim, você descobre que todo mistério do jogo era nada menos que um romance adolescente incompreendido pela família.



O jogo tem uns gráficos bonitinhos. Ponto. Nada muito inovador nem espetacular. A jogabilidade é bem simples, porém limitada. Não há muitas ações possíveis com os objetos no jogo, e a interatividade não é das melhores. Há jogos indies melhores e até mais baratos, mesmo na Steam. Um jogo indie que amo e está disponível na Steam é Limbo (clique no link para ler a resenha).

Ele é um jogo divertido se você estiver "matando tempo", admito, mas não muito mais que isso. Há quem dê críticas boas para o jogo, e as vendas dele foram até que bem altas, antes mesmo da Winter Sale.
O jogo custa R$ 34,99 na Steam.

Nota: 5/10.

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