Filmes | Resenha - Godzilla (2014)

Então... Godzilla.
Não sabe a história do filme? Ok, eis o que você precisa saber:
Logo no começo, é encontrado um fóssil gigante e uma bolsa nuclear, em Filipinas em 1999, por uma equipe de investigação. Depois, podemos acompanhar Joe Brody (Bryan Cranston), um dos integrantes da equipe de investigação, engenheiro e sua esposa, Sandra (Juliette Binoche), que trabalham em uma usina nuclear. Ambos tem um filho, Ford Brody (no momento criança, interpretado por CJ Adams). Certo dia, intrigado com uma série de abalos sísmicos, Joe Brody manda sua esposa ao nível 5 da usina, com sua equipe. O caso é que acaba ocorrendo um acidente, matando sua esposa e toda a equipe que a acompanhou.
Joe acaba criando o filho sozinho, constantemente com remorso e culpa pela morte da esposa.



Aí então acontece um avanço para 15 anos depois do acidente, que é o tempo que o ocorre o filme. Joe e Ford (Aaron Taylor-Johnson) acabaram se distanciando, e Ford agora é casado, com um filho e militar especialista em desarmamento de dispositivos explosivos. Certo dia Ford é chamado em Tóquio, Japão, para liberação de seu pai, que foi encontrado no local onde havia a antiga usina nuclear, hoje considerado um lugar proibido por supostamente emanar radiação por causa do acidente. Porém Joe quer encontrar sua antiga casa, para recuperar os disquetes com os dados dos abalos sísmicos e provar a todos que há algo lá, que está colocando pessoas em risco. Depois de uma certa insistência, Joe convence Ford a voltar ao local com ele, e ambos descobrem que o ar do local é na verdade, puro. Então uma vez que não há radiação, o motivo pelo qual o acesso ao local é considerado proibido é outro, certo?



Eles são capturados pela polícia e logo menos descobrem que Joe estava certo. Como ele havia sido o responsável pela usina há 15 anos atrás, dão acesso as informações sobre o que realmente está acontecendo. Lembra do fóssil gigante e da bolsa nuclear que comentei no início? Então, eles estão usando ambos para pesquisas, no entanto...



Se eu contar mais, contarei spoilers, portanto eis minha opinião sobre o filme: O antagonista da história é o MUTO, réptil que acaba sendo "acordado" durante as pesquisas de Dr. Serizawa (Ken Watanabe). Basicamente é um réptil que se alimentam de material nuclear. O caso é, depois de um certo tempo, percebemos que na verdade há dois deles, um deles é fêmea, e eles tentam se encontrar para acasalar. Eu sinceramente achei a ideia horrível, até porque grande parte do foco do filme acaba sendo somente para eles. Para espectadores que foram assistir com a esperança de ver cenas de ação, lutas entre os répteis, muita destruição e o caos na terra... Foi um pouco desapontador ver que boa parte do filme se resume em répteis não-exatamente-identificados procurando por comida e acasalamento.

Bem... Não é de todo ruim, já que temos uma outra parte para salvar o filme, não é? A resposta é não. A outra parte do filme que deveria enfatizar o nosso tão querido e esperado Gojira, enfatiza na verdade o nosso não-tão-querido Ford. O tempo que foi utilizado para retratar o drama de família entre ele, sua esposa Elle (Elizabeth Olsen) e seu filho Sam (Carson Bolde) é extremamente desnecessário. Ele acabou virando o protagonista da coisa toda, e não o Godzilla em si.



E falando sobre o Godzilla... Ele foi utilizado de um jeito tão errôneo nesse filme... Sabe os MUTOs? Por mais que o exército tente destruí-los, eles não conseguem porque eles queriam utilizar um bombardeio nuclear para acabar com uma criatura que se alimenta de material nuclear. Nada inteligente e muito mal explicado, na minha opinião. Mas é até bonitinho ver que a criatura se alimenta com o míssil como se fosse uma uva. Então como eles são destruídos? De acordo com o Dr. Serizawa, nada poderia destruí-los se não a natureza. Então quem acaba com os MUTOs? Sim, o Godzilla. Ele é o mocinho da história.
E já que mencionamos o papel de Ken Watanabe no filme... Que papel horrível. Tudo o que o personagem faz o filme todo é encarar tudo com uma cara de espanto. Na minha opinião, eles mataram o personagem errado. Quem deveria ter ficado vivo e ter liderado tudo deveria ter sido Joe. Teria muito mais ação, um enredo com escolhas mais inteligentes e menos drama familiar de Ford.



O que salva é a cena final... Godzilla cumpre com o seu papel da natureza e acaba com ambos os MUTOs. É ainda onde ocorre destruição em massa, tem o clímax de ação e tudo o que eu esperava. Pena que são 15 minutos de um filme de uma hora e meia. Acho que eles poderiam ter focado no Godzilla um pouco mais. Mostrar mais a destruição em si, como ela ocorreu, e não apenas onde. Tentaram demais criar um suspense para que houvesse uma apresentação adequada do Godzilla, mas isso só prolongou o filme de um modo meio desnecessário.



Eu fiquei decepcionada. É um filme bom para quem quer buscar um simples entretenimento, nada além disso. Há bem menos cenas de destruição do que o esperado, e o Godzilla não apareceu nem 1/10 do que eu achei que fosse. Ambas as criaturas foram mal utilizadas, assim como o desenvolvimento de alguns personagens não foi muito bom nem colaborou muito para o enredo. No entanto, a produção é muito boa. A cinematografia desse filme é linda, disso não tenho do que reclamar nem palavras pra descrever o quão bonito é os cenários totalmente destruídos e até o Godzilla em si.



Nota: 6,0/10.

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