Filmes | Análise - X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Você é desses que gostam de acompanhar franquias, assistir os filmes e ordem e acompanhar a história de acordo com sua ordem cronológica?
Bem... Se sim, acho que você terá alguns problemas com esse filme.

X-Men Dias de um Futuro Esquecido marca o retorno de Bryan Singer como diretor da franquia. Baseado na séries "Days of the Future Past" das HQs Uncanny X-Men de 1981, de Chris Claremont e John Byrne, a história da HQ conta sobre um futuro onde os  mutantes são mantidos em campos de concentração, vários X-Men são vítimas dos Sentinelas, um projeto criado para o extermínio de mutantes e Kitty Pride, uma dos poucos membros que restaram dos X-Men, consegue conectar a si mesma no passado, para alertá-la dos acontecimentos e tentar evitar os eventos apocalípticos.

"Aqui estão enterrados todas as vítimas dos Sentinelas. Alguns eu conhecia, a maioria não... Mas de certa forma, somos todos família. Perdoe-nos, meus amigos, nós não podemos vingá-los... Qual o ponto em se vingar contra uma máquina sem sentimentos? Mas ao menos nós podemos tentar nos assegurar que esse pesadelo nunca aconteça, nunca sequer comece!"


Logo de cara já é notável a primeira diferença gritante da HQ para o filme: A troca de protagonistas. Na adaptação cinematográfica, quem volta ao passado não é Kitty Pride mas sim, Wolverine (apesar que é a Kitty Pride quem o envia de volta ao passado. No entanto, a participação dela no filme é bem menor do que na HQ). Eu até entendo a troca de protagonistas... Não são todos que leram as HQs, então usar um personagem mais aclamado do cinema, agradaria um público maior. Eu preferia que tivessem mantido a Kitty Pride, mas ainda assim, well played, Fox.



O filme já começa em um futuro pós-apocalíptico onde vários mutantes foram exterminados pelos Sentinelas, projeto criado por Dr. Trask (Peter Dinklage) para identificar e caçar mutantes. No entanto, a caça não era apenas aos mutantes... Era global. Uma vez que alguns humanos possuíam o genes para gerar filhos mutantes, também foram erradicados. Restaram pouquíssimos mutantes... Podemos observar apenas Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pride (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman).



O projeto Sentinelas foi criado com o DNA de Mística (Jennifer Lawrence), obtido a partir de seu sangue, em 1973, que sozinha (uma vez que Erik (Magneto) estava preso níveis abaixo do Pentágono por supostamente assassinar o presidente Kennedy), tentou assassinar Dr. Trask. Logo, Kitty Pride envia Wolverine de volta a 1973 para procurar Xavier e Magneto para que eles convençam Raven (Mistica) a não agir sozinha.
Tamanha é a surpresa de Wolverine a voltar ao Instituto Xavier em 1973 e encontrá-lo fechado. Xavier simplesmente desistiu de tudo, por conta das influências de Erik em Raven, e agora viver utilizando o antídoto que Fera (que também se encontra no Instituto com ele) desenvolveu para controlar sua aparência. No entanto dessa forma Xavier não possui mais seus poderes, no entanto, consegue andar.

Leva um bom tempo até que Wolverine consiga convencer Xavier que ele veio do futuro e, ainda por cima, que eles precisam encontrar Magneto. Mas ainda assim, ele vai, por Raven, com a esperança de ajudá-la a voltar a ser quem ela era antes de Erik.



Se eu contar algo além disso, vai ser considerado spoiler. Mas posso afirmar algumas coisas: Os efeitos especiais desse filme estão incríveis. Há muito tempo eu não via um filme que os efeitos me deixassem tão boquiaberta. Direção incrível, cinematografia incrível. A fotografia desse filme além de ser linda, te deixa ainda mais empolgado durante todo o enredo, não apenas nas cenas de clímax de ações.
Falando em ações... E essas cenas de luta? Que cenas incríveis! Elas foram extremamente equilibradas. Não foram cenas sem sal, nem foram apenas cenas de ação destruindo a cidade sem se encaixar no enredo e simplesmente destruindo por destruir.
Ainda para enfatizar algumas cenas de luta: Há a apresentação de novos heróis para o cinema nas cenas de combate: Bishop, Apache, Mancha Solar e Blink, que simplesmente sustentam todas as cenas de combate nas cenas do presente durante o filme. As lutas contra os sentinelas ficaram perfeitas.



Outra coisa que eu preciso enfatizar é a participação de Evan Peters como Mércurio. Eu tinha minhas desconfianças quando vi o trailer, mas que perdi imediatamente quando assisti o filme. Bryan Singer utilizou uma câmera de Super Slow Motion que filma em 3600 fps (enquanto as cenas normais foram filmadas em 24fps) para as cenas de Mercúrio. E que resultado incrível! A cena que Mercúrio desarma os guardas foi uma das melhores de todo o longa na minha opinião. Era o personagem cômico que o filme precisava na dosagem perfeita pro entretenimento.



Como nem tudo são rosas...
O filme tem seus pontos negativos, como todo outro. Lembram o que eu havia dito sobre uma franquia que segue uma ordem cronológica? Bem, esse filme "cancela", de certa forma, os filmes passados. É como um hard reset em X-Men (o que me deixa com um certo receio do que veremos em 2016 em X-Men: Apocalipse). Claro que isso também cancela os erros cometidos no desenvolvimento dos filmes anteriores... Mas o roteiro também parece ter sido feito "às pressas"... Há inúmeras perguntas sem respostas durante todo o filme.

Ainda assim o filme vai além do satisfatório. Ele apresentou um filme bem estruturado e empolgante como eu já não via há muito tempo na franquia (apesar de ter gostado de X-Men First Class, Dias de um Futuro Esquecido foi incomparavelmente melhor). Agora é aguardar pela continuação em X-Men: Apocalipse.

Nota: 8,1/10

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