Games | Resenha - Child of Light



Child of Light me chamou a atenção no momento em que vi o primeiro gameplay. Eu já sabia que ele era desenvolvido pela Ubisoft Montreal, e isso me chamou a atenção. Com uma jogabilidade leve, em plataforma 2D e gráficos surreais, o jogo despertou a curiosidade de imediato.
Desenvolvido com a ferramenta UbiArt Framework, que permite animar qualquer imagem, possibilitando criar os gráficos do game a partir da arte conceitual, o jogo foi desenvolvido com cuidados que lembram até Rayman Legends, criado com a mesma ferramenta.
Se a arte lembra Rayman Legends, a jogabilidade é bem similar a Limbo. E posso afirmar que o equilíbrio foi perfeito.

A História:

Child of Light tem um tom leve de conto infantil, mas de uma forma muito mais triste, mórbida. O mais interessante é que toda a narração é contada em forma de poesia. Nas cenas onde é explicado a construção da história, há um narrador, que muito lembra uma mãe. Conta a história de Aurora, uma criança de cabelos ruivos e pés descalços, filha de um duque austríaco, que no dia do casamento do pai, foi dormir e nunca mais acordou. 



Considerada morta por todos, incluindo seu pai (que adoeceu com o coma da filha), ela acorda na terra de Lemúria. Sem saber se é ou não um sonho, tudo o que Aurora quer é voltar pra casa. Sozinha em um mundo desconhecido, onde há muito tempo criaturas de diversas raças já não vivem mais em harmonia, desde que foram dominadas pela Rainha da Noite, o único jeito de voltar pra casa é recuperando o Sol, a Lua e as Estrelas tomadas pela vilã.

Logo no começo, Aurora consegue sua espada e seu primeiro companheiro. Você vê que ela é apenas uma criança quando ela pega a espada (de um jeito que até lembra um pouco Link quando pega a Master Sword, rs) e, por conta do peso, logo deixa cair. Seu primeiro companheiro é o vagalume Igniculus, que também lembra outro personagem de Legend of Zelda: A fada Navi. No entanto, durante a história, Aurora acaba conhecendo novos companheiros ao longo do caminho.



Batalhas:

Quem já está acostumado com RPG, não terá nenhum problema. O cast é feito em turnos, pela ordem da velocidade do personagem. Aurora não é muito veloz, mas Igniculus desacelera os inimigos brilhando sobre eles, e é permitido controlá-lo para desacelerar o inimigo de sua escolha, até mesmo um boss. Cada personagem tem suas próprias skills, e na hora do ato o personagem pode escolher entre ataque, ataque de magia e defesa. É possível desbloquear novas skills com pontos de XP (similar aos pontos de paragon em D3, por exemplo). 



O que sempre me desanimou em outros RPGs de turno foi a monotomia, atacar, aguardar o feedback do inimigo e agir de novo. Em Child of Light não é assim, as batalhas são bem movimentadas. Você pode controlar dois personagens (já que ela vai encontrando novos companheiros durante o enredo), mais o Igniculus para desacelerar o inimigo, controlar a defesa e o ataque bruto e de magia de cada um, trocar as armas, usar o companheiro como healer, etc. A batalha acaba por ser bem mais agitada que o esperado, e isso é ótimo. 

Gráficos:

Novamente enfatizando os gráficos: O jogo é lindo. Mórbido, mágico, mas equilibrado. Usa tons coloridos e aquarelados, mas mantém a melancolia. Tem detalhes meigos, cenários fantasiosos, mas com o enredo sempre lembrando que você controla uma criança supostamente morta, longe do pai e em um reino desconhecido. 
A trilha sonora é perfeita. Composta por Caeur de Pirate, as melodias acompanham os momentos de ápice do jogo, ambientando com exatidão o personagem e a situação no cenário. Os gráficos, a trilha sonora e a narração em poesia tornam Child of Light um jogo único.



O único ponto negativo do jogo, na minha opinião, é que ele é muito curto. Fechei o jogo em dois dias, jogando por poucas horas, e sei que é possível fazer isso em ainda menos tempo. Mas isso não tira o mérito do jogo, apesar de curto, vale muito a pena. 

Lançado em abril desse ano, Child of Light está disponível para PC (R$34,90 na Steam!), XBox One, Playstation 4, XBox 360, Playstation 3 e WiiU.

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Get the Pixels, desenvolvido por Adriana Amaral