Análise | As Tartarugas Ninja (2014)



Ok, eu vou admitir pra vocês: Eu não era a maior fã de tartarugas ninja quando criança. A única coisa que eu gostava antes do filme era o jogo Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows (XBox 360, Playstation 3 e PC) e o Smash Up, de Wii, e que só conheci através do Rafael, maior fã de TMNT que eu conheço.  Logo, pensei que eu acharia o filme completamente bobo, mas... Não é que eu me diverti horrores?

Quando eu fiquei sabendo que o produtor seria o Michael Bay (Transformers, Sem Dor, Sem Ganho) minhas expectativas que já não eram das melhores atingiram um nível negativo. Tartarugas mutantes ninjas e adolescentes com muito contra luz, explosões inúteis, Megan Fox e câmera lenta, fora que o filme foi adiado diversas vezes de 2010 até esse ano. Se eu achei que o filme seria ruim? Sim. Se eu estava enganada? Talvez.

Ok, agora vamos do início...
O filme teve algumas pequenas alterações na história, como por exemplo a personagem April O'Neil (Megan Fox). April é uma jornalista frustrada com seu trabalho, já que só fica responsável por matérias pequenas. Até que um dia, por conta própria, ela resolve investigar uma gangue chamada Clã do Pé, que tem feito ataques em Nova Yorque. Tentando aproveitar a oportunidade para mostrar para sua chefe (interpretada por Whoopi Goldberg) que ela tem capacidade de fazer matérias maiores, ela começa a coletar evidências de que há alguém combatendo o clã.



Pouco a pouco ela começa a descobrir que os tais vigilantes que estão combatendo o Clã do Pé são na verdade, tartarugas (mutantes, ninjas e adolescentes...). No entanto, quem acreditaria nisso, certo? Logo, ela perde o emprego como jornalista, mas isso não se torna razão para que ela pare de investigar sobre as tartarugas. Com a ajuda de Eric Sachs (William Fichtner), um renomado cientista que trabalhava com seu pai, April se dá conta de que as tartarugas eram pequenos cobaias no laboratório de seu pai quando ela criança, e que foi ela quem as salvou de um incêndio no laboratório e as levou para os esgotos de Nova Yorque. Juntos, eles começam a combater o Destruidor.



É um filme divertido, sem dúvidas, mas com inúmeras falhas. Particularmente eu achei o roteiro bem fraquinho. A história poderia ter sido muito mais trabalhada, ainda mais se levarmos em conta o quanto o filme foi adiado. Eu não tenho nada contra a April ser uma jornalista, mas não gosto da Megan Fox no papel. Sim, ela já teve atuações piores, mas acho que o filme pedia não só uma personagem, mas também uma atriz mais divertida, expressiva.
Mas o personagem dela não foi o único mal trabalhado no filme... O Mestre Splinter quase não aparece, o que é lamentável. Os vilões também são mal explorados. Em vários momentos a história é mal contada e várias perguntas acabam sem respostas. Pelo menos as personalidades das tartarugas ficaram bem fiéis, o que me deixou aliviada.



Outra coisa que me deixou confusa foram as cenas de ação. A batalha "principal" das tartarugas contra o destruidor tem um ritmo que eu poderia facilmente comparar com um RPG de turnos, enquanto cenas anteriores tem, incomparavelmente, muito mais ação.
Mas no fim, o mais lamentável é o foco do filme, que foi maior na April do que nas próprias tartarugas. É um mal que eu já temia, infelizmente.

Agora o que me surpreendeu foi a cinematografia do filme. Ele é tão bonito! Os efeitos foram bem trabalhados e no fim acabei até gostando do design das tartarugas, que eu havia odiado quando saiu o trailer. O diretor Jonathan Liebsman conseguiu salvar um filme que poderia ter dado bem mais errado.



Novamente, é um filme divertido e com efeitos bonitos, mas só. A história ficou fraca, mas é um ótimo filme para assistir em família, por exemplo. Não é um filme de ação sério, mas que tem uma boa dose de entretenimento.

Melhor cena! <3


Nota: 6,0.

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