Análise | Os Mercenários (2014)


Quando anunciaram que Antonio Banderas, Mel Gibson, Wesley Snipes e Harrison Ford iriam se juntar à grande franquia do diretor (Sylvester Stallone) dos dois primeiros filmes de ação “Os Mercenários” (The Expendables) para o grande terceiro filme, eu já fiquei animada. E não é que todas as expectativas que eu esperava desse filme, foram supridas?

Começando pelo elenco. Que elenco absurdo. O terceiro filme está ainda mais explosivo, sangrento e cômico. Bom, para começar, adorei a escolha do diretor de ter colocado uma mulher nesse time de Mercenários. A campeã do UFC Ronda Rousey encorpou o papel da jovem (e brava) segurança de bar, Luna, que contracenou muito bem nas lutas de corpo-a-corpo, atuando de um modo, digamos que feminista, vai.

É interessante a escolha do elenco por Stallone, onde passou mais de um ano escrevendo o roteiro e pesquisando atores que já atuaram em filmes clássicos como Jackie Chan, Milla Jovovich e Nicolas Cage, porém estes decidiram não continuar com as negociações para o terceiro filme (too bad).

A história do filme começa com Barney Ross (Sylvester Stallone) e sua equipe de Mercenários em meio a um resgate de um antigo amigo e ex-membro da equipe antiga, o médico Doctor Death (Wesley Snipes) especialista em luta com facas. Logo que eles o resgatam, eles já tem uma nova missão: Ficar frente-a-frente com um velho inimigo: Conrad Stonebanks (Mel Gibson), um perigoso traficante de armas, na qual Barney pensou que já havia o matado. Mas esse antigo inimigo ressurge e decide que é hora de eliminar os Mercenários. Barney decide que a antiga equipe não está mais apta a enfrentar o que vem por aí, então chama novos recrutas mais jovens (Ronda Rousey, Kellan Lutz, Glen Powell e Victor Ortiz) com habilidades específicas para o time.


 É um filme que é praticamente 80% violência e pancadaria, com alguns momentos de descontração (Antonio Bandeiras não foi colocado de propósito nesse filme), drama e reflexões sobre a amizade.


É uma ótima continuação do segundo filme, porém me faltou algo mais. Achei os diálogos meio fracos e repetitivos assim como algumas cenas que achei desnecessárias. O papel do Mel Gibson e do Wesley Snipes não foram muito bem explorados, até porque, vamos combinar – Mel Gibson como o vilão? Faria até mais sentido se o Dolph Lundgren adentrasse esse papel do que ele.


Outro ponto que tenho que acentuar, foi o enrola-enrola do começo do filme. Achei muito lento para desenrolar, entendo que o diretor queria apresentar cada personagem (coisa que não aconteceu muito bem), porém ele deixou a desejar e tornou a introdução do filme um pouco maçante.

A cinematografia desse filme é espetacular, foi muito bem dirigido, cortado e planejado. As cenas de luta então, ai meu coração. Foram momentos de euforia que não acabavam mais, a ideia do Stallone de colocar uma lutadora de UFC experiente, deixaram as cenas de luta corpo-a-corpo ainda mais interessantes.

E por fim, queria ressaltar um detalhe que me emocionou até: O papel de Arnold Schwarzenegger sendo explorado como devia ter sido feito no filme anterior, utilizando metralhadoras e participando, enfim, do filme em questão.


É um ótimo filme, dirigido por um dos maiores atores de ação da história. Vale a pena assistir com a família e amigos. 


Nota: 8,5

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