Games | Análise - Killer Instinct (2013) - XBox One

Vamos ser sinceros aqui: Não tem como jogar um jogo de luta sem comparar com Mortal Kombat ou Street Fighter, que são os mais conhecidos do gênero. No entanto, eu vou tentar ao máximo evitar isso aqui.

Killer Instinct é uma franquia de jogos clássica, desde 1994, lançada pela Rare (que foi comprada pela Microsoft em 2002) para arcades e, no ano seguinte, ganhou uma versão para Super Nintendo e Game Boy. No entanto, no ano passado, a Microsoft anunciou na E3 o lançamento de KI exclusivo para XBox One, que foi lançado dia 22 de novembro de 2013, ao lado da Double Helix Games e da Iron Galaxy Studios.



Vou admitir pra vocês que o KI de Xone foi o primeiro que joguei, então não tenho como fazer comparações com as edições antigas. Cresci com MK, e talvez por isso minha primeira impressão foi um pouco negativa: Os personagens disponíveis. Os últimos jogos de luta que joguei antes de KI foram Injustice: Gods Among Us e Mortal Kombat 9, ambos com um número vasto de escolhas. Já KI possui apenas 8 personagens disponíveis, pelo menos nessa primeira temporada. Boatos de que um set que será a "segunda temporada" estará disponível para download a partir do dia 15 de outubro, com mais 8 personagens e conteúdo mensal.



Eu joguei a versão F2P (Free-to-Play), que vem com apenas um personagem disponível (e apenas um cenário também) escolhido em uma espécie de "rodízio", no meu caso foi com a Sadira. Mas é claro que é possível adquirir os demais personagens, a $5 cada um. Há também as opções de pacotes de expansões, a Round One, que é essa gratuita com um personagem desbloquado, o Combo Breaker, no valor de $20 com os 8 personagens da Season One, com acessórios vendidos à parte, o Ultra Edition por $40, com os personagens e acessórios e o conjunto Killer Instinct Classic, que é uma adaptação dos personagens clássicos e, por último, o Pin Ultra Edition, vendido somente através da loja Microsoft com todo o conteúdo do Ultra e mais um case para você colecionar broches da série. Todos vem com todos os modos de jogo disponíveis, até mesmo o Round One.



Os modos de jogo são: Arcade, que você escolhe um personagem e luta com todos, um por vez, onde a dificuldade dos adversários vai aumentando progressivamente; combate contra oponente, sendo player x player, player x computador ou computador x computador, que é apenas assistido, online e o modo Dojo, que é uma espécie de "sala de treinamento", e que só pode ser jogado com o Jago, mesmo que você possua todos os personagens.



No cenário da luta é possível perceber o Instinct Mode, uma barra menor logo abaixo da barra de life do personagem. Ela vai sendo preenchida a medida que você vai executando golpes, defesas e combos e quando totalmente preenchida, é possível ativá-la e usar uma espécie de poder específico de cada personagem.
Há também os KP, que são Killer Points, adquiridos em cada partida. Com eles é possível adquirir na KI Store novos cenários, acessórios, etc.



Os gráficos estão impecáveis. A iluminação e efeitos foram usados na medida certa, apesar de que acho que as texturas poderiam sim ser mais utilizadas nos cenários. A jogabilidade é incrível também, apesar de que ainda estou apanhando bastante pra fazer alguns combos =P Infelizmente essa edição ainda não conta com o No Mercy do clássico, uma espécie de "fatality" de KI. No máximo um gritinho de "Supreme Victory" (quando a luta é ganha sem nenhuma perda) e "Awesome Victory" (quando você ganha, mas perdeu uma vez). Não há combos fantásticos nem a oportunidade de humilhar o oponente no fim #todoschoram.

Vale a pena? Vale. Mas dá pra melhorar. Falta conteúdo, e os fãs de longa data da franquia sentiram falta de coisas da versão Arcade e de SNES (Como o No Mercy). Agora é esperar até outubro e ver se essa falta será suprida ou não. No mais, é um jogo com ótima jogabilidade, ótimos gráficos e que cumpre com o esperado.
Nota: 7,8 / 10

PS: Só tenho mais uma coisa a dizer pra vocês: COMBOOOO BREAKEEEEEEERRR!!!


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