Games | Análise - Metal Gear Solid V - Ground Zeroes



Pouco antes de ser lançado, Metal Gear Solid V - Ground Zeroes gerou uma certa polêmica porque algumas empresas especializadas em games criticaram que o jogo era curto demais. E não é que eles estavam certos?
Mas tem seus motivos.

A História:

Para quem não conhece a franquia Metal Gear, são jogos de ação/aventura/stealth distribuídos pela Konami (mesma de Silent Hill, Castlevania, PES...) e produzidos pela developer Kojima Productions. MGSV-GZ, especificamente, é o 10º título da série e sua história ocorre depois de Metal Gear Solid: Peace Walker, em 1975. É um jogo curto porque é, basicamente, um prólogo nove anos antes de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, que ainda está sem data de lançamento definida.

Mas, e o jogo?

Novamente, é um jogo curto. Bem curto. Há gameplays no YouTube de pessoas que levaram 10 minutos para fechar o jogo, e o tempo normal para fechamento é de cerca de duas horas. Infelizmente eu tenho a síndrome de Rambo, então eu saio atirando em qualquer coisa que se move (God bless GTA e PayDay) o que me torna péssima em jogos de stealth, o que me faz levar mais tempo em jogos do gênero. 

Não consigo, galera. Vejo um inimigo e começo a atirar pra todo lado.


No jogo você controla o personagem Snake (Ou Big Boss, como preferir), mas com Kazuhira Miller constantemente te auxiliando via rádio. Sua missão é se infiltrar, sozinho, em Omega Base, uma base em cuba, pertencente a americanos e que é utilizada para interrogatórios e até mesmo torturas. Você precisa regastar a agente dupla Paz e Chico, que havia ido para resgatá-la.

Jogabilidade:

O que acontece é basicamente o seguinte: O jogo começa fora da área da base e você tem um rádio comunicador, onde você recebe as instruções de Miller, um iDroid, onde é possível ver o mapa, fazer marcações de locais e chamar helicópteros quando você fazer algum resgate, um binóculo, que te permite marcar inimigos e sua distância e uma arma com silenciador. Claro que eu acabei com meu silenciador sem ao menos entrar na base #noob. Você precisa entrar na base sem que ninguém te note, encontrar a velha prisão e fazer o resgate.



Não sei se isso se caracteriza como um spoiler, mas em todo caso <spoiler> A agente Paz não está localicada na área da velha prisão, onde Chico (e outros prisioneiros, fica a seu critério resgatá-los ou não) está. Ela foi trancada em uma parte da área administrativa da base, o que é até que bem interessante porque assim a missão não ficou TÃO curta.</spoiler>.



Há também 4 missões Side Ops, que são missões extras, como destruir artilharia aérea e recuperar uma fita cassete com informações confidenciais. Há também as missões que são exclusivas. Há a Déjà Vu, exclusiva pra Playstation, que quando desbloqueada te permite jogar com o personagem do Metal Gear Solid de Play1, com o personagem em 32 bits.













E há também a Jamais Vu, exclusiva da Microsoft. Você joga com Raiden, um ciborgue, cuja missão é derrotar alieníginas invasores de corpos.



Uma coisa espetacular aqui é a inteligência artificial. O modo das câmeras de segurança monitorarem a base, as conversas entre os inimigos, quando eles param para espirrar/tossir (apesar que isso é um pouco tosco porque acaba facilitando o jogo). 








Gráficos: 

Agora vamos aos gráficos... Surpreendentes. Que jogo lindo. A Kojima com certeza está investindo bastante no realismo dos gráficos dos seus jogos (vide por exemplo o trailer de Silent Hills (sim, hills) com o personagem de Norma Reedus, de TWD.) e está se saindo muito, muito bem. As texturas, expressões... Tudo incrível. A única coisa que não gostei muito é da câmera lenta quando algum inimigo te identifica e você começa uma espécie de ataque direto, mas isso é mais voltado a jogabilidade mesmo.

Comparações dos gráficos entre gerações


Diferenças:

Aqui o Snake não tem uma life bar, como em títulos anteriores. A regeneração ocorre gradativamente e, caso o dano tenha sido muito grande, você pode usar um spray healer. Uma coisa bem legal é a forma de interação com o cenário, mesmo sendo um jogo menor, apenas um prólogo. Você pode pegar caminhões, tanques de guerra e enfins, e sair dirigindo por aí (ou atropelando guardas, como preferir). Não chega nem perto de ter as possibilidades de um jogo sandbox como GTA, por exemplo, mas é legalzinho se você já tiver completado a missão principal e estiver entediado.











Meu veredito: Vale a pena? Se você gostar da franquia, sim. Mas não espere muita coisa. É divertido, mas muito rápido, no entanto o fim do jogo me deixou curiosa para o The Phantom Pain. 
O jogo foi lançado em março de 2014 e está disponível para as plataformas Xbox 360, Playstation 3, XBox One e Playstation 4. 
Nota: 6,0/10.

PS: No entanto, Metal Gear V: The Phantom Pain terá versão para PC \o/

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